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Sementes que importam

A Floresta das Máscaras Falsas

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Na agitada Floresta do Escritório, onde árvores de papel cresciam tortas e o vento uivava prazos, vivia a Raposa Máscara, rainha das mentiras doces. Ela usava pelagem pintada de sorrisos falsos, prometendo promoções com unhas afiadas. “Diga sim pro chefe, pise no amigo!”, ensinava aos novatos.

Chegou o coelho Honesto, com orelhas direitas e voz clara. Ele trabalhava quieto, plantando sementes verdadeiras na terra árida do chão de reunião. “Prefiro raízes fundas a flores falsas”, murmurava.

A Hiena Hipócrita ria alto: “Coelho bobo! Aqui sobrevive quem engana!” Ela espalhava boatos como folhas secas, roubava ideias e dançava no caos. O Macaco Bajulador aplaudia, copiando gestos vazios pra subir na videira escorregadia.

Um dia, veio a Tempestade dos Prazos: projetos ruíam como troncos podres. Raposa Máscara prometeu milagres, mas suas mentiras desabaram, clientes fugiram, chefe rugiu. Hiena tropeçou nos próprios boatos, Macaco caiu da árvore alta.

Coelho Honesto, firme na toca simples, usou suas sementes verdadeiras: entregou o trabalho real, com dados puros como orvalho. A floresta se acalmou, e as árvores retas cresceram ao redor dele. Até a Coruja Sábia, do alto da torre, piscou: “A verdade é a raiz que resiste ao vento falso.”

Raposa, Hiena e Macaco tiraram as máscaras, aprenderam devagar: falsidade é espinho que fere a si mesmo.

Moral da fábula: Nas florestas falsas do trabalho e da vida, plante sementes de verdade e paciência; as máscaras caem na primeira tempestade, mas a autenticidade constrói raízes eternas.

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