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Estados de transe

A insustentável leveza do ser com levitação

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Autor/Imagem:
Hussein Sabra el-Awar - Foto Editoria de Artes/IA

A levitação é a capacidade de suspender o corpo humano ou objetos no ar contra a força da gravidade. Aos incrédulos, salientamos que se imensos corpos celestiais, com bilhões e bilhões de toneladas, pairam no Céu em perfeito equilíbrio, porque um simples corpo humano ou uma mesa não podem se erguer no espaço. Ora, ora!!! O fenômeno da levitação atravessa séculos como um dos mais enigmáticos da história espiritual da humanidade, cujas provas são irrefutáveis.

Presente em relatos religiosos, tradições místicas, espíritas, registros antropológicos e investigações científicas, a levitação ocupa um território liminar entre o sagrado, o psicológico e o simbólico. É um dos fenômenos mais debatidos quando são investigados os limites entre corpo, mente e espírito.

A ciência reconhece estados alterados de consciência nos quais a percepção corporal sofre distorções profundas, produzindo sensações de leveza, flutuação ou deslocamento espacial. A neurociência, por sua vez, associa essas experiências a alterações no córtex parietal, responsável pela orientação corporal, especialmente em estados de êxtase místico, meditação profunda ou transe dissociativo.

No campo esotérico, a levitação representa a vitória do espírito sobre a densidade da matéria. A alquimia associa esse estado ao sublimatio, fase em que a consciência se eleva acima das paixões e limitações do plano terrestre. Assim, levitar é a elevação interior.

No Livro dos Espíritos, Allan Kardec assegura que o principal agente da levitação é o ectoplasma, uma substância semimaterial emitida por médiuns com efeitos físicos. O mecanismo mais comum descrito consiste na ação dos Espíritos, que envolvem o objeto ou a pessoa a ser levitada com uma camada de ectoplasma, isolando-o parcialmente da ação da gravidade. Na prática, a levitação pode se manifestar em reuniões mediúnicas, quando cadeiras, mesas ou outros objetos se elevam sem qualquer contato físico; e também quando uma pessoa é erguida do solo.

Esses episódios costumam ser acompanhados por testemunhas e, em alguns casos históricos, foram objeto de estudos científicos e relatos detalhados. Ao longo da história, algumas ocorrências de levitação foram registradas de modo sistemático por médicos, juristas, observadores externos, autoridades religiosas, e até a Santa Inquisição, entendidas como fenômenos paranormais documentados. O caso mais citado é o de São José de Cupertino (1603–1663), cujos episódios de elevação corporal ocorreram diante de testemunhas qualificadas, incluindo membros da Inquisição, nobres e clérigos. Os registros canônicos descrevem suspensões visíveis do corpo durante estados de êxtase, acompanhadas de perda de consciência ordinária.

Na Índia, textos do Yoga Sutra descrevem os siddhis — poderes extraordinários obtidos por meio de disciplina mental, respiração e meditação — entre eles a laghima, a sensação de extrema leveza do corpo. Relatos semelhantes surgem no budismo tibetano, especialmente nas práticas do tummo e do lung-gom-pa, nas quais monges afirmam alcançar estados de suspensão corporal associados à concentração e ao controle da energia vital (prana).

No século XIX, surgem relatos ligados ao espiritualismo europeu, como os fenômenos associados ao médium Daniel Dunglas Home (1833–1886). Home foi observado por cientistas e intelectuais — entre eles William Crookes, químico e membro da Royal Society — que relataram episódios de levitação em ambientes controlados.

Na América Latina e no Brasil, relatos semelhantes surgem em contextos populares e religiosos. No catolicismo popular, há registros de êxtases corporais em beatos e místicos regionais, frequentemente interpretados como arrebatamentos espirituais. Em tradições africanas, como o Vodoo, o Candomblé e a Umbanda, estados de transe ritual produzem movimentos bruscos do corpo e levitação. São documentados inúmeros casos de possessão demoníaca, quando o corpo hospedeiro se eleva no ar, acompanhado de movimentos contorcionistas.

Do ponto de vista doutrinário, a levitação é uma demonstração clara de que a matéria pode ser influenciada por forças inteligentes e sutis, ampliando nossa compreensão sobre a interação entre o mundo físico e o espiritual.

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Hussein Sabra el-Awar
Membro Conselheiro do Colégio dos Magos e Sacerdotisas
@colegiodosmagosesacerdotisas

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