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Candidato contra o trabalhador

A Justiça do Trabalho e a proteção de quem trabalha

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@donairene13 - Divulgação

O candidato Renan Santos, do partido Missão, defende, entre outras propostas, o fim da Justiça do Trabalho. Ele já declarou publicamente que pretende acabar com essa estrutura da Justiça brasileira. Em um país profundamente e historicamente desigual, essa ideia assusta. Foi muitas vezes diante da Justiça do Trabalho que o pobre, o empregado, aquele que quase nunca teve poder econômico ou influência, encontrou no Estado alguém disposto a ouvi-lo.

A Justiça do Trabalho carrega justamente o reconhecimento de que o trabalhador não é apenas uma peça na engrenagem da economia. É gente. É quem acorda cedo, enfrenta ônibus lotado, trabalha de pé, adoece, sustenta a família e ajuda a construir todos os dias a riqueza deste país. É a força, a coragem e a determinação de milhões de trabalhadores que mantêm o Brasil funcionando. Quando existe uma relação tão desigual entre quem emprega e quem precisa do salário para sobreviver, proteger direitos não é privilégio. É uma necessidade.

Por isso, soa triste e vergonhoso que, em pleno 2026, um candidato à Presidência da República apresente como solução justamente o enfraquecimento de uma instituição criada para proteger quem historicamente teve menos poder. Podemos discutir problemas, modernizar estruturas e melhorar o funcionamento da Justiça. Mas imaginar um Brasil em que o trabalhador esteja ainda mais desprotegido não deveria ser apresentado como avanço. Um país que deseja ser mais justo precisa proteger quem trabalha, e não retirar de quem já tem pouco uma das portas onde ainda pode pedir que seus direitos sejam respeitados.

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