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O buraco

A outra metade do quintal

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Autor/Imagem:
Maria Alice Pivante - Foto Francisco Filipino

Em uma sexta-feira, daquelas bem ensolaradas, Juliana, a Juju, uma menina entre seus seis, sete anos de vida, decide, logo após a escola, ir brincar no quintal de grama de sua casa (coisa rara no século XXI).

Juju acha uma pá meio velha de sua mãe e resolve furar um buraco na terra, pois, há alguns dias, ela havia escutado alguém dizendo que, se furasse um buraco no chão, poderia sair do outro lado da Terra. Como todo esse feito precisaria de muita determinação, Juju teria de cavar o buraco todos os dias.

Levou cerca de um mês e meio para a Juju chegar a um determinado local. Durante esse tempo, Juliana acordava, ia para escola e, quando voltava, já pegava sua pá, para voltar a cavar. Em alguns dias, ela achava brinquedos velhos, pedras e até objetos que poderiam ser considerados históricos.

O grande dia finalmente chegou, Juju teve de colocar mais um pouco de força e, assim, a menina viu uma brechinha com um pouco de luz. Quando ela conseguiu colocar a cabeça para o lado de fora, levou um susto. Juliana estava do outro lado do planeta, mais especificamente em Tóquio, no Japão.

Juju se acalmou e começou a andar pela cidade, quando percebeu que ninguém a entendi. Ela, também, não entendia ninguém e, então, resolveu retornar para o buraco e, dessa forma, voltou a sua casa em Brasília. No entanto, quando queria passar férias ou comer uma comida diferente, voltava ao Japão.

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