Pacto do descaso
A política de Zema e Nikolas que despreza as vítimas das enchentes
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Romeu Zema, governador de Minas Gerais, reduziu a verba de prevenção às chuvas de R$ 135 milhões para apenas R$ 6 milhões. Isso não é um detalhe técnico, é uma escolha política. E escolhas têm consequências. Agora, enquanto há pessoas morrendo, famílias desabrigadas e cidades inteiras devastadas pelas enchentes, o governador aparece para posar de responsável, como se tragédias dessa dimensão fossem obra exclusiva do acaso. Não são. Prevenção existe justamente para evitar que a chuva vire luto.
Quando se corta investimento em contenção de encostas, drenagem, monitoramento e políticas de defesa civil, o resultado não é economia: é sofrimento. Minas já conhece, ano após ano, o impacto das chuvas. Ignorar isso ou tratar como evento imprevisível é desrespeitar a inteligência do povo mineiro. Governar é antecipar crises, em vez de apenas reagir a elas com discursos prontos diante das câmeras.
E esse posicionamento não é isolado. Ele dialoga com um projeto político mais amplo da extrema-direita no estado. Nikolas Ferreira, quando ainda era vereador, comemorou voto contrário à ajuda para quem havia perdido tudo nas enchentes. Comemorou contra o próprio povo. Esse tipo de postura revela uma lógica cruel: transformar tragédia em palanque ideológico. Minas merece mais do que isso. Merece responsabilidade real, solidariedade concreta e compromisso com a vida.