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O silêncio que cobra seu preço

A queda de Sílvia Waiãpi e o machismo partidário do PL

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@donairene13 - Foto Divulgação

Sílvia Waiãpi foi retirada da lista de candidatos do PL do Amapá durante a convenção realizada nesta segunda-feira, 20 de julho, e reagiu com indignação. Uma das principais defensoras de Jair Bolsonaro, a ex-deputada teria sido cortada porque responde a um processo na Justiça e ainda tenta reverter a decisão que a tornou inelegível. Segundo o partido, sua permanência poderia prejudicar toda a nominata de candidatos a deputado.

Sílvia, porém, questionou a diferença de tratamento. Ela afirmou que o PL preferiu garantir direitos a um homem que não é brasileiro e que também enfrentaria um processo semelhante, enquanto decidiu barrá-la. Depois de tantos anos defendendo o partido e o bolsonarismo, ela parece ter descoberto que fidelidade política nem sempre garante igualdade de tratamento.

As mulheres bolsonaristas parecem estar compreendendo somente agora os efeitos nefastos do machismo que tantas vezes ajudaram a sustentar. Enquanto a desigualdade atingia outras mulheres, muitas permaneceram em silêncio ou até a justificaram. É lamentável que algumas precisem experimentar a discriminação na própria pele para finalmente reconhecer o problema.

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