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Os dados não mentem

A Reconstrução da Dignidade: Por que o Brasil de Lula Avança

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto de Arquivo

O Brasil vive hoje um momento de nítida reestruturação. Após quatro anos de um governo marcado pelo isolamento internacional e pelo enfraquecimento das redes de proteção social, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva devolveu ao país a estabilidade econômica e a estatura de liderança global que haviam sido perdidas. A diferença entre os dois projetos não é apenas estatística; é uma questão de soberania e respeito à coisa pública.

Economia a Serviço do Povo vs. O Mapa da Fome

Enquanto o governo anterior entregou um país de volta ao Mapa da Fome, com a insegurança alimentar atingindo picos dramáticos durante a pandemia, a gestão Lula (2023-2025) operou um resgate imediato. O fortalecimento do Bolsa Família e a política de valorização real do salário mínimo não foram apenas promessas, mas ferramentas que reduziram a insegurança alimentar severa para 24,2% e levaram o desemprego ao menor nível em décadas (5,6%).

Diferente da gestão Bolsonaro, onde a inflação de alimentos corroeu o poder de compra da classe média e dos mais pobres, o cenário atual é de controle e expansão do consumo doméstico, provando que o crescimento econômico é mais sustentável quando inclui a base da pirâmide.

O Estadista e o Subserviente: A Altivez Diplomatica

No campo diplomático, o contraste chega a ser constrangedor para a memória nacional. O Brasil de Jair Bolsonaro foi marcado por uma postura de subserviência ideológica, simbolizada pelo momento em que o ex-presidente prestou continência à bandeira dos Estados Unidos e declarou publicamente ser “apaixonado” por Donald Trump. Essa renúncia à dignidade nacional isolou o Brasil dos seus principais parceiros e transformou o país em um pária global.

Lula, em contrapartida, retomou o papel de estadista. Ao circular com desenvoltura entre as maiores potências mundiais e liderar debates no G20, ele reafirmou que o Brasil não bate continência para potências estrangeiras, mas senta-se à mesa com elas em igualdade de condições, defendendo os interesses da Amazônia e do desenvolvimento do Sul Global.

A Sombra do Golpe e a Ética sob Suspeita

Para além da economia, a diferença reside no compromisso com a democracia. Bolsonaro encerrou seu ciclo tentando — e felizmente fracassando — um golpe de Estado para subverter a vontade das urnas. A história registrará a resistência das instituições brasileiras contra o autoritarismo de um líder que preferiu incitar o caos a aceitar a derrota.

A ética familiar também separa os dois períodos. Enquanto o governo atual foca em transparência e reconstrução institucional, o clã Bolsonaro lida com denúncias graves. O senador Flávio Bolsonaro tornou-se o centro de investigações sobre a compra de imóveis com dinheiro vivo e a aquisição de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília, um patrimônio que os dados apontam ser totalmente incompatível com seus rendimentos declarados.

Conclusão

O Brasil atual respira novos ares. Entre a tentativa fracassada de ruptura democrática de um lado e a reconstrução do bem-estar social do outro, os dados e a postura internacional deixam claro: o país trocou a submissão e o escândalo pela governabilidade e pelo orgulho de ser brasileiro.

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