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Suavizando feito um trator

A tática equivocada que pode virar tiro no pé

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@donairene13 - Foto Divulgação

A fala de Eduardo Bolsonaro ao defender a deputada Julia Zanatta como vice ideal para Flávio mostra um caminho que pode agradar a ala mais radical do bolsonarismo, mas levanta dúvidas sobre a estratégia eleitoral. O próprio Flávio Bolsonaro já disse que gostaria de ter uma mulher como vice, o que abre espaço para esse tipo de especulação.

Mas a escolha de Júlia não parece ser a mais inteligente do ponto de vista político. Ela simboliza justamente o radicalismo do qual Flávio tenta se afastar para ampliar seu alcance e conquistar setores mais moderados. Em vez de suavizar a imagem, uma chapa assim poderia reforçar o discurso de polarização e dificultar alianças.

Além disso, há um problema prático: Júlia é do mesmo partido de Flávio, o Partido Liberal. Isso significa perder a oportunidade de compor com outra legenda, ampliar tempo de televisão e fortalecer alianças regionais. Eduardo, distante do Brasil e vivendo outra realidade política, talvez não esteja percebendo com clareza o cenário que se desenha aqui.

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