Senhora
A uma trança de cabelos negros
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Autor/Imagem:
Jerónimo Baía - Foto Francisco Filipino
Diversa em cor, igual em bizarria
Sois, bela trança, ao lustre de Sofala,
Luto por negra, por vistosa gala,
Nas cores noite, na beleza dia.Negra, porém de amor na monarquia
Reinais senhora, não servis vassala;
Sombra, mas toda a luz não vos iguala;
Tristeza, mas venceis toda a alegria.
Sois, bela trança, ao lustre de Sofala,
Luto por negra, por vistosa gala,
Nas cores noite, na beleza dia.Negra, porém de amor na monarquia
Reinais senhora, não servis vassala;
Sombra, mas toda a luz não vos iguala;
Tristeza, mas venceis toda a alegria.
Tudo sois, mas eu tenho resoluto
Que sois só na aparência enganadora
Negra, noite, tristeza, sombra, luto.
Porém na essência, ó doce matadora,
Quem não dirá que sois, e não diz muito,
Dia, gala, alegria, luz, senhora?
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Jerónimo Baía foi um poeta português, figura proeminente do período renascentista, conhecido pela sua obra que reflete a influência do classicismo e do humanismo. A sua poesia, muitas vezes marcada por uma erudição e um tom filosófico, aborda temas como a passagem do tempo, a fragilidade da vida e a busca pela sabedoria. A sua escrita é um testemunho da maturidade intelectual e artística do seu tempo.
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