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Oficina mecânica no Guará

Acusado de matar motorista de aplicativo vai a Júri Popular

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Autor/Imagem:
Malu Oliveira - Foto Divulgação

O jovem André Luiz Rodrigues, de 23 anos, vai a júri popular nesta terça-feira (14) pelo homicídio do motorista de transporte por aplicativo Lucas Henrique Prado, de 35 anos. O crime ocorreu no ano de 2025, no interior de uma oficina mecânica localizada na QE 40 do Guará, região administrativa do Distrito Federal. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital após o disparo, mas não resistiu aos graves ferimentos.

O episódio violento foi desencadeado por um motivo fútil, segundo os relatos colhidos pelas autoridades. Lucas Henrique havia buscado o estabelecimento comercial no dia 21 de março para reparar uma falha mecânica no veículo alugado que utilizava para trabalhar. Testemunhas afirmaram que, ao tentar sair da oficina, o motorista atingiu acidentalmente o retrovisor de outro automóvel, o que provocou a ira imediata do acusado, que é filho do proprietário do comércio.

André Luiz teria pegado uma arma de fogo e atirado diretamente contra o cliente logo após o incidente com o veículo. O disparo atingiu o queixo de Lucas, atravessou o pescoço e comprometeu o funcionamento de duas artérias vitais do lado direito de seu corpo. O motorista permaneceu internado por 14 dias no Hospital de Base de Brasília, onde passou por quatro procedimentos cirúrgicos complexos, mas acabou falecendo duas semanas após o ataque.

Logo após o ocorrido, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender a uma suposta ocorrência de assalto com disparos de arma de fogo. No local, o acusado alegou aos policiais que havia atirado porque a vítima supostamente teria tentado assaltá-lo, tese que foi contestada pelas investigações posteriores. No boletim de ocorrência, constou que o revólver pertencia ao pai do réu, sendo apreendidos o armamento e 13 munições na cena do crime.

O réu chegou a ser detido em flagrante logo após o crime pelas forças de segurança. No entanto, sua prisão não foi mantida por muito tempo, já que ele acabou sendo colocado em liberdade condicional pela Justiça apenas dois dias depois, durante a audiência de custódia. Na época dos fatos, a equipe de defesa do jovem limitou-se a declarar que o caso estava em apuração e que a conduta de André Luiz seria devidamente esclarecida ao longo do processo judicial.

A sessão de julgamento desta terça-feira começou com a oitiva de pessoas que presenciaram a dinâmica dos fatos na oficina mecânica. Até a última atualização dos trâmites no tribunal, duas testemunhas fundamentais já haviam prestado seus depoimentos formais perante o conselho de sentença. Foram ouvidos um conhecido da vítima que presenciou a discussão e o próprio pai do acusado, que também é o proprietário do estabelecimento onde tudo aconteceu.

Emocionado com o início do julgamento, o pai da vítima, Jorge Luiz, rechaçou veementemente a versão de assalto apresentada pelo atirador no dia do crime. Ele destacou que o filho trabalhava fazendo entregas, atuava na Feira dos Importados e não possuía nenhuma passagem criminal na polícia. Lucas Henrique morava com o pai e deixou um filho de apenas sete anos de idade que dependia totalmente de seu sustento.

A família da vítima acompanha o julgamento no tribunal com forte expectativa por uma condenação rigorosa que resulte no retorno do acusado para a prisão. O pai do motorista manifestou o desejo de que o conselho de sentença enxergue a brutalidade do ato que tirou a vida de um trabalhador por conta de uma discussão banal de trânsito. O veredito dos jurados sobre o futuro do réu deve ser divulgado ainda nesta terça-feira.

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