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Brasília

Advogado abre o olho ou será criminalizado

Fernando Rodrigues Rocha

Tenho acompanhado o noticiário jornalístico do Distrito Federal há alguns dias e me deparo com situações inusitadas: “advogado tem sua residência violada para buscas de evidências com organizações criminosas”, “advogada quer mais direitos aos apenados”, entre outras.

Nessas duas situações, a única evidência que vejo “estão tratando a advocacia com desrespeito e tentando criminalizá-la”. Digo isso, porque, em nenhuma das 13 matérias veiculadas nos órgãos de imprensa do DF, há nexo de causalidade com atividades criminosas, porém – mesmo assim – os advogados foram expostos indevidamente e estão respondendo unicamente em razão do exercício regular da advocacia.

Os advogados mencionados acima são apenas exemplos do que está acontecendo no País inteiro.

Não é inadequado a um advogado especializado em execução penal requerer banho de sol, medicação, atendimento médico, odontológico e psicológico, alimentação adequada, cobertores adequados, etc. Pelo contrário, é obrigação do bom advogado fazer tais requerimentos que possuem previsão no ordenamento jurídico.

Também tentam criminalizar o advogado que não se restringe a fazer o básico. Por exemplo, o advogado que dá tratamento humano e afetuoso aos parentes dos apenados, recebendo-os inclusive em sua residência-escritório é tratado como parte integrante de facção criminosa por delegados. Não precisamos repetir que isso é literalmente um absurdo e caminha para criminalizar os melhores profissionais.

Com essas reflexões, afirmo: se os advogados permitirem, nossa profissão será criminalizada!

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