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Domínio total

Afinal, o que é a PALANTIR?

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e Foto

A cibernética encerrou a Era da bomba atômica. Agora, buscamos a Guerra sem mortes. Já vivemos a Era das Big techs incorporadas ao complexo industrial tecnológico militar-messiânico. É o poder total.”

(Manifesto mundial da PALANTIR TECHNOLOGIES – 18/04/2026)

 

📢 A Empresa Palantir, criada no Vale do Silício, EUA, está construindo as ferramentas que podem redefinir o poder global? Essa é a questão que ocupa o centro do debate do poder global.

Conhecida por desenvolver sistemas avançados de análise de dados e inteligência artificial utilizados por governos, forças de segurança e grandes corporações, a Palantir se tornou uma das empresas mais influentes — e controversas — do século XXI.

Fundada com a promessa de transformar grandes volumes de informação em inteligência estratégica, a empresa expandiu sua atuação para áreas que vão da segurança nacional ao monitoramento de populações, passando por operações militares, controle migratório e gestão de dados em escala global. Seu crescimento levanta debates sobre vigilância, privacidade, soberania tecnológica e a concentração de poder nas mãos de poucas empresas de tecnologia.

Mas afinal, qual é o verdadeiro alcance da Palantir? Como seus sistemas funcionam? Quais são suas conexões com governos, agências de inteligência e grandes centros de poder econômico? E por que tantos analistas enxergam na empresa um dos principais símbolos da nova era do capitalismo digital?

NEORREACIONARISMO E UM FUTURO DISTÓPICO

Resumindo a “coisa”, os tecnocratas fundadores da Palantir querem trocar a democracia por enclaves/batalhas de soberania privada/tecnológica/militar misturada a elementos monárquicos.

Complicado, não? Em pleno século XXI?

A questão vai além do capitalismo de mercado e estabelece novas bases operacionais para o domínio do poder global. Os magnatas da tecnologia estão infiltrados no primeiro escalão do governo Trump/EUA e já atual em dezenas de países inclusive no Brasil.

De acordo com o manifesto lançado em Abril, essa “turma de super ricos” vê na crise da democracia a possibilidade de substituí-la. A proposta, porém, não tem a intenção de ocupar o Estado Democrático de Direito para reformá-lo dentro de uma visão de direita ou conservadora. Eles não acreditam em reformar o atual sistema político-institucional. Eles veem o colapso como oportunidade para mudar o próprio princípio da soberania sobre o qual os atuais Estados-nação foram construídos nos últimos quatro séculos. Propõem, agora, uma soberania de base privada centrada na tecnologia e no poder militar.

A PALANTIR QUER O TEU VOTO E A TUA VIDA

O tema é vastíssimo e fundamental. Claro, a crônica aqui proposta busca “arranhar” a questão central (o fim das Democracias e o poder total das Big techs reacionárias/fascistas). O horizonte, para esses novos senhores da “guerra dos dados, bits e algoritmos”, aponta para o colapso institucional e social que poderá, eventualmente, reverberar em guerras e em escassez generalizada. É um projeto reacionário, eugenista, messiânico em busca da mudança de qualquer ordem global em troca do poder total.

Pense nesses referenciais na hora de decidir o teu voto em outubro próximo. E não pense que essa “realidade” está distante aqui do Brasil, de tua vida cotidiana. Não está. É hora de se informar e reagir.

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Gilberto Motta é escritor, jornalista e pesquisador com foco nas redes sociais e nas TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação. Vive na Guarda do Embaú-SC.

*Fontes para pesquisas: – “Tudo sobre a Palantir (é pior do que você pensa) – Cian Barbosa – Programa 20 Minutos junho 2026 – Breno Altman” https://www.youtube.com/watch?v=xZez6iyLd_w; e – “Brasil de Fato junho 2026”:

<https://www.brasildefato.com.br/2026/06/08/do-ponto-de-vista-neorreacionario-manifesto-da-palantir-anuncia-um-futuro-distopico-diz-leticia-cesarino/>

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