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Sertão sofredor

Água na torneira é sonho distante para muitas famílias nordestinas

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Autor/Imagem:
Júlia Severo - Texto e Foto

Em pleno 2026, milhares de famílias do Nordeste ainda enfrentam uma realidade difícil: a falta de água encanada dentro de casa. Em muitas comunidades rurais do sertão, moradores dependem de carros-pipa, cisternas e poços improvisados para conseguir água para beber, cozinhar e realizar tarefas básicas do dia a dia.

Em estados como Pernambuco, Bahia, Piauí e Ceará, a seca prolongada e a irregularidade das chuvas continuam afetando milhares de moradores. Em algumas regiões, famílias precisam caminhar longas distâncias para buscar água ou armazenar o pouco que conseguem em baldes e caixas improvisadas.

A situação afeta não apenas o consumo doméstico, mas também a agricultura familiar e a criação de animais, que são as principais fontes de renda de muitos moradores do interior. Com pouca água disponível, plantações são perdidas e pequenos produtores enfrentam dificuldades para manter suas atividades.

Além dos impactos econômicos, especialistas alertam para os riscos à saúde causados pelo consumo de água sem tratamento adequado. Em algumas comunidades, a água armazenada permanece por muitos dias exposta ao calor intenso, aumentando o risco de contaminação.

Mesmo com programas de abastecimento e construção de cisternas ao longo dos anos, muitos moradores afirmam que o problema ainda está longe de ser resolvido. Enquanto o desenvolvimento avança em grandes cidades, milhares de nordestinos continuam convivendo diariamente com a incerteza de algo básico: abrir a torneira e ter água disponível.

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