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Planalto-Câmara

Aliança forte prioriza a agenda do país

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@donairene13 - Divulgação

Hugo Motta (Republicanos-PB) declarou apoio a Lula e afirmou que o petista “é o presidente que converge com o que pensamos ser o melhor para o país”. Mas não se enganem: isso não significa necessariamente amizade, muito menos uma aproximação ideológica. A questão parece ser bem mais prática. É a velha realpolitik, em que alianças são construídas de acordo com os interesses e as necessidades políticas de cada lado.

Lula precisa do apoio de Hugo Motta e Hugo Motta também precisa de Lula. Os dois precisam de votos e de articulação política. Para o presidente da República, ter uma relação próxima com o comando da Câmara facilita a aprovação de projetos importantes para o governo. Para Motta, o apoio do Planalto pode ser valioso caso seja reeleito deputado e queira disputar um novo mandato na presidência da Câmara.

É provável, portanto, que exista uma negociação política mais ampla por trás desse apoio. De um lado, pode estar o interesse de Motta em permanecer no comando da Câmara. Do outro, o governo certamente deseja maior facilidade para aprovar suas pautas no Congresso. Não há nada de surpreendente nisso. Política também é feita de acordos entre grupos que não pensam igual, mas descobrem que, naquele momento, precisam uns dos outros.

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