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Rumo ao ouro inédito

Ana Cristina brilha, Brasil supera a Itália e vai à final do vôlei

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Bartô Granja - Foto Divulgação

O Brasil garantiu sua vaga na grande final da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL) após uma vitória heroica sobre a Itália neste sábado, em Macau, na China. A seleção brasileira saiu atrás no placar, mas demonstrou enorme poder de reação para derrotar as atuais bicampeãs do torneio no tie-break. A classificação veio com o placar eletrizante de 3 sets a 2, com parciais de 21/25, 25/21, 26/24, 21/25 e 15/12, mantendo vivo o sonho do título inédito após quatro medalhas de prata acumuladas desde 2018.

O grande nome da partida foi a ponteira Ana Cristina, de 22 anos, que desequilibrou o confronto ao marcar 23 pontos e terminar como a maior pontuadora em quadra. A atleta celebrou muito o resultado positivo, especialmente após ter ficado fora das finais do ano passado devido a uma lesão no joelho. Emocionada, ela destacou o orgulho pelas companheiras e relembrou o desgaste físico do elenco ao longo do campeonato, reforçando que o grupo está totalmente focado no objetivo em comum.

O triunfo da equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães ganha ainda mais peso diante da superação aos diversos desfalques por problemas físicos. A seleção entrou em quadra sem a capitã Gabi, poupada por desconforto lombar, além de não contar com Júlia Kudiess e Tainara, que se lesionaram durante o torneio. A líbero Nyeme também foi baixa na competição para acompanhar a filha de pouco mais de um ano no Brasil, exigindo que o elenco se desdobrasse em quadra.

A vitória também serviu como uma importante resposta diante de um rival que vinha dominando o cenário internacional recentemente. Além de carimbar a faixa das bicampeãs da VNL, o Brasil desbancou a equipe que conquistou o ouro nas Olimpíadas de Paris-2024 e no Mundial de 2025. A ponteira Julia Bergmann valorizou a postura agressiva do time e ressaltou que o resultado é fruto de um trabalho coletivo intenso, em que todas acreditaram na vitória desde o primeiro ponto.

Dentro de quadra, o clássico foi marcado pelo equilíbrio absoluto em cada parcial disputada. A Itália começou melhor e faturou o primeiro set, mas o Brasil respondeu na mesma moeda no segundo. Após um terceiro set acirradíssimo decidido nos detalhes a favor das brasileiras, as italianas buscaram o empate na quarta parcial. No tie-break decisivo, a seleção abriu vantagem logo no início com um ace da levantadora Roberta e, apesar de ceder a igualdade momentânea, contou com defesas sólidas e o ataque eficiente de Ana Cristina para fechar em 15 a 12.

Agora, o Brasil tenta encerrar um jejum de quase uma década sem títulos intercontinentais, cuja última grande conquista foi o Grand Prix em 2017. A disputa pela medalha de ouro histórica acontece já neste domingo, às 8h30 (horário de Brasília), contra a Turquia, que eliminou a China na outra semifinal. O confronto decisivo terá transmissão ao vivo pelos canais sportv2, ge.globo e ge tv.

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