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Veículos

Andar num X7 é como embarcar em um avião

Foto/Divulgação
Hairton Ponciano

Pela manhã, a tarefa à frente parecia longa e cansativa. O roteiro estabelecido pela BMW para a avaliação do X7 previa rodar 800 quilômetros em três Estados norte-americanos: Texas, Novo México e Arizona. Antes que a noite caísse, porém, o trajeto estava concluído. Foi longo, mas não cansativo.

O X7 é uma espécie de classe executiva de avião. Produzido nos Estados Unidos, chegará ao Brasil no segundo semestre para brigar com utilitários-esportivos do calibre de Mercedes-Benz GLS e Audi Q8 (outro que vem aí). O preço deverá ficar na faixa dos R$ 600 mil.

As grandes dimensões (5,15 metros de comprimento e 2 metros de largura) resultam em muito espaço interno. Além disso, há luxo de sobra. De série, o X7 é oferecido com sete lugares. Opcionalmente, pode acomodar até seis pessoas. Não, você não leu errado. No modelo mais exclusivo, leva-se menos um passageiro, mas os felizardos viajam com (ainda) mais conforto.

Ar-condicionado de quatro zonas
Os bancos dianteiros oferecem massagem (para aliviar tensões) e ventilação (para amenizar o calor). O ar-condicionado digital vem de série com regulagens de temperatura para quatro ambientes. Isso quer dizer que os dois ocupantes da frente e mais dois da fila central podem selecionar temperaturas diferentes.

Opcionalmente, o ocupante da terceira fila também pode escolher o nível de frio ou calor que quiser. Caso o frio aperte (durante o trajeto, a temperatura externa baixou para 6°C), pode-se acionar o aquecimento do volante.

A unidade utilizada na viagem tinha seis lugares, sendo que todos os assentos dispõem de ajustes elétricos. Além disso, mesmo da fileira central pode-se comandar o sistema de som, acompanhar o trajeto pelo mapa do navegador GPS ou assistir a um filme pelo DVD.

A unidade avaliada pelo Jornal do Carro estava equipada com o sistema de som opcional da Bowers & Wilkins. São 20 alto-falantes que fornecem som de alta fidelidade e 1.500 Watts de potência. Com ele, o interior transforma-se em uma sala de concerto.

Atrás da enorme grade dianteira (a maior já utilizada em um BMW), o X7 pode ter quatro opções de motores, sendo duas a gasolina (3.0 turbo de seis cilindros e 4.4 V8 biturbo) e duas a diesel (3.0 seis-cilindros com um ou quatro turbos). Ainda não há informações sobre a que virá para o Brasil. Porém, o mais provável é que ao menos inicialmente a escolha recaia sobre o 4.4 V8 biturbo a gasolina (a avaliada pela reportagem). O câmbio é automático de oito marchas.

Rápido e silencioso
Em nosso convívio de um dia inteiro de estrada, o X7 xDrive50i mostrou ser ágil na aceleração e nas retomadas de velocidade. Apesar das dimensões e do peso (2.460 kg), vai de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos, conforme informações da BMW.

Pisando um pouco mais forte no acelerador, a característica sinfonia que emana do V8 é capaz de disputar com o sistema de som. Caso contrário, o silêncio impera. Por isso, andando a cerca de 130 km/h, normalmente a velocidade máxima permitida nas estradas dos EUA, a impressão é a de que o carro está a apenas 80 km/h.

Além do bom isolamento acústico, contribui para essa sensação a suspensão a ar (de série), capaz de absorver eventuais imperfeições do piso e de manter a carroceria nivelada em curvas, frenagens e acelerações.

Acabamento luxuoso
Uma das coisas que mais chamam atenção no X7 é a alavanca de câmbio, semelhante a um diamante lapidado. O comando da transmissão, porém, é apenas um dos encantos espalhados por dentro do maior SUV da marca alemã.

O quadro digital tem tela de 12,3”. A central multimídia, com as mesmas dimensões, facilita a leitura do mapa do GPS. O acabamento de madeira escura no painel e console da unidade avaliada conferem aspecto sofisticado.

O teto solar panorâmico estende-se até a terceira fila de bancos. Para facilitar o acesso a ela, as portas traseiras são bem maiores que as dianteiras. Porém, caso a terceira fileira não seja necessária, a capacidade de carga pode ser ampliada rebatendo-se os dois lugares a um toque de botão. O retorno também é feito eletricamente.

Também em nome da comodidade, a tampa traseira bipartida tem abertura e fechamento automáticos. E, para facilitar a carga de objetos pesados, a suspensão pode baixar 4 cm – sempre a um toque de botão.

O X7 dispõe de correção de saída de faixa e freia sozinho se o motorista ficar por mais de 1 minuto sem segurar o volante. O único senão é que o head up display, que projeta informações no para-brisa, não tem altura ajustável.

Prós e contras
Prós: Equipamentos
Itens como teto solar panorâmico, quadro de instrumentos virtual e multimídia com tela de 12,3” são de série.

Contras: Head up display fixo
A projeção de informações no para-brisa é bem-vinda, mas seria melhor se fosse possível ajustar a altura.

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