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Alianças quebradas

Ano de São Jorge, 2026 derrubará máscaras e resgatará a verdade

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Autor/Imagem:
Marcos Berenvosk, Especial para Notibras - Foto Editoria de Artes/IA

No calendário invisível que rege os ciclos humanos, alguns anos não chegam em silêncio. Eles batem à porta com espada em punho, cavalo em disparada e um chamado claro para um tempo de confronto. Para a tradição esotérica e para o imaginário popular brasileiro, 2026 se abre sob a regência simbólica de São Jorge, o santo-guerreiro, o cavaleiro da fé, aquele que não negocia com o dragão — ele o enfrenta.

No esoterismo, São Jorge representa mais do que um santo cristão. Ele é um arquétipo universal do guerreiro consciente, presente em diversas culturas:

  • o herói que vence o caos,

  • o defensor da ordem moral,

  • o espírito que não foge do conflito necessário.

Seu cavalo branco simboliza a consciência elevada, enquanto o dragão, longe de ser apenas o mal externo, representa:

  • corrupções enraizadas,

  • medos coletivos,

  • estruturas podres que sobrevivem no subterrâneo do poder.

Em 2026, o dragão não se esconderá. Ele será visto, nomeado e desafiado.

Sob a vibração de São Jorge, o ano não favorece zonas cinzentas. É um período em que:

  • a omissão cobra preço,

  • a neutralidade se torna insustentável,

  • alianças frágeis se rompem.

No plano coletivo, isso se traduz em confrontos institucionais, disputas narrativas e batalhas por legitimidade. No plano pessoal, o recado é direto: cada indivíduo será chamado a identificar qual dragão vem alimentando — e se terá coragem de enfrentá-lo.

Não é um ano de fuga espiritual, mas de ação com propósito.

No Brasil, São Jorge dialoga profundamente com Ogum, orixá do ferro, da guerra justa, dos caminhos abertos à força. Esse sincretismo amplia o significado de 2026 como um período de:

  • decisões cortantes,

  • rupturas necessárias,

  • abertura de trilhas após longos bloqueios.

Ogum não luta por vaidade. São Jorge não empunha a espada por prazer. Ambos ensinam que a guerra só é sagrada quando protege a vida, a dignidade e a verdade.

O Ano de São Jorge pede:

  • coragem ética,

  • discernimento espiritual,

  • ação alinhada à consciência.

Não basta fé passiva. Este é um tempo de fé em movimento, fé que pisa o chão, que se posiciona, que assume riscos. Quem tenta atravessar 2026 escondido atrás de ilusões ou discursos vazios sentirá o peso da lança simbólica do tempo.

São Jorge não promete conforto. Ele promete vitória, mas apenas após o enfrentamento. Portanto, 2026 não será um ano fácil, mas tende a ser um ano decisivo, em que máscaras caem, pactos ocultos se rompem e verdades adormecidas emergem.

Quando o pó da batalha baixar, restará a pergunta essencial, dirigida a cada um de nós: você lutou ao lado da sua consciência — ou alimentou o dragão esperando que ele nunca acordasse?

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