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Panorama Político, por João Zisman

Arruda tenta entrar no Buriti pela Porta da Esperança da Justiça

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João Zisman - Foto de Arquivo

O Tribunal Regional Eleitoral recebeu 640 pedidos de registro até o encerramento do prazo no sábado. São dez chapas para governador e vice, 12 candidaturas ao Senado, acompanhadas dos respectivos suplentes, 164 pedidos para deputado federal e 420 para deputado distrital. Há ainda um pedido ao Senado apresentado depois das 19h cujo enquadramento dependerá da análise da Justiça Eleitoral.

A campanha começou oficialmente no domingo, autorizando pedidos de voto, divulgação dos números dos candidatos e propaganda nas ruas e na internet. A propaganda gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto.

A mudança encerra a fase em que convenções e montagem das chapas dominavam a disputa. A partir de agora, presença territorial, comunicação, propostas e capacidade de mobilização passam a oferecer medidas mais concretas da estratégia de cada candidatura.

O primeiro domingo já indicou uma campanha espalhada pelas regiões administrativas, com agendas em Ceilândia, Gama, São Sebastião e outros pontos do DF.

A candidatura de José Roberto Arruda ao Buriti recebeu pedido de impugnação apresentado à Justiça Eleitoral. O questionamento sustenta que alterações recentes na Lei da Ficha Limpa não poderiam produzir efeitos retroativos capazes de beneficiar o ex-governador e menciona condenações em segunda instância.

Arruda afirma estar juridicamente apto a disputar a eleição. A existência do pedido não significa indeferimento da candidatura. Caberá ao TRE-DF analisar os argumentos e a situação jurídica apresentada no registro.

A diferença, agora, é objetiva: uma discussão que até então circulava principalmente no terreno político tornou-se processo eleitoral concreto e poderá influenciar a campanha conforme avançar na Justiça.

A judicialização merece acompanhamento sem antecipação de resultado. O pedido de impugnação existe, Arruda contesta seus fundamentos e a decisão caberá à Justiça Eleitoral. Politicamente, porém, a tramitação passa a acompanhar uma candidatura competitiva e, por isso, interessa ao conjunto da disputa.

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