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Enamed

Avaliação dos cursos de medicina, especialmente os particulares, preocupa

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@donairene13 - Foto Francisco Filipino

Nesta segunda-feira, dia 19, li com apreensão a divulgação feita pelo Ministério da Educação sobre o resultado do Enamed, o exame nacional de avaliação da formação médica. O que veio a público é, no mínimo, assustador.

De cada dez cursos de medicina existentes no país, três foram reprovados e sofrerão sanções. Dos 301 cursos avaliados, nada menos que 107 apresentaram desempenho insatisfatório. Não estamos falando de números abstratos ou de estatísticas frias: estamos falando de médicos que estão se formando, ou já se formaram, sem dominar plenamente as competências necessárias para atender a população.

O problema é grave. Muito grave. Afinal, é a saúde e a vida das pessoas que estão nas mãos desses profissionais. Um diagnóstico errado, um procedimento mal indicado ou uma conduta inadequada podem custar caro demais. Quando a formação falha, quem paga o preço é a sociedade inteira.

É verdade que os cursos mal avaliados sofrerão sanções, e isso é necessário. Mas é insuficiente. A população também precisa estar atenta. Não dá para confiar cegamente apenas no diploma, no jaleco branco ou no status social que a medicina carrega. É preciso buscar informação, questionar, pedir segunda opinião quando possível e compreender que, infelizmente, nem todo profissional saiu da faculdade com a formação que deveria.

Os resultados do Enamed escancaram um problema estrutural na expansão desordenada dos cursos de medicina no Brasil. Enquanto esse debate não for enfrentado com seriedade, seguiremos convivendo com um risco que não deveria existir: o de ter nossa saúde entregue a profissionais que não foram adequadamente preparados para cuidar dela.

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