Um show de inclusão
Bad Bunny celebra a diversidade da América no Super Bowl
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Eu não costumo acompanhar o Super Bowl, aquele evento esportivo de futebol americano que acontece todos os anos nos Estados Unidos, mas neste domingo, 8 de fevereiro, foi impossível ficar indiferente ao que aconteceu durante o show do intervalo.
O destaque da noite foi o cantor porto-riquenho Bad Bunny, que comandou o Halftime Show, o espetáculo musical tradicionalmente exibido no meio da partida, e entregou algo bem maior do que apenas uma performance musical.
Bad Bunny, cujo nome de batismo é Benito Antonio Martínez Ocasio, é um dos artistas mais influentes da música mundial atualmente e fez história ao ser escolhido como atração principal do intervalo do Super Bowl LX, realizado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia.
O que chamou atenção e repercutiu no Brasil e em toda a América Latina foi o momento em que ele, após terminar parte do show, disse “Deus abençoe a América” e, em seguida, começou a citar um por um os países do continente americano, inclusive o Brasil.
Foi uma cena que saltou aos olhos porque rompe com a visão restrita que muitos nos Estados Unidos têm de “América”: para boa parte do público norte-americano, “América” é quase sempre sinônimo exclusivo dos Estados Unidos. Bad Bunny subverteu isso ao destacar, de forma simbólica e orgulhosa, todos os países que compõem o continente, da América do Norte à América do Sul, lembrando que América não é apenas um país, mas um continente plural e diverso.
Além de levantar o público e animar a plateia com sua energia contagiante, ele deu uma verdadeira aula de geografia para os gringos que se consideram os únicos americanos, mostrando que o termo “americano” abrange muito mais do que apenas os Estados Unidos. Foi uma celebração de identidade cultural, um gesto de inclusão e uma afirmação de presença latino-americana num dos palcos mais assistidos do planeta.
Bad Bunny usou a visibilidade global do Super Bowl para enviar uma mensagem clara: a cultura e a voz de toda a América Latina merecem espaço e respeito no cenário mundial.
Mesmo para quem não é fã de futebol americano, fica evidente que aquela noite foi histórica, não tanto pelo jogo, mas pelo significado cultural e simbólico que a música e a diversidade continental ganharam no meio do mais tradicional evento esportivo dos Estados Unidos.