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Brasília

Bené, de alma lavada, não guarda mágoa ou rancor

Bartô Granja

Sem rancores, sem mágoas, e com a alma, as mãos e a mente lavadas. Está sendo assim o primeiro fim de semana do ex-deputado Benedito Domingos, que teve sua pena extinta por se enquadrar nos requisitos do indulto natalino.

Mas não cabia apenas o indulto a Benedito, que sempre levou uma vida regrada, sem máculas. Muito menos com contas a prestar à justiça.

Os fatos que levaram à condenação do ex-parlamentar – cumprimento de pena provisória de 9 anos – por corrupção passiva não foram confirmados. Muito menos de corrupção ativa, envolvendo supostamente seu filho Sérgio Domingos.

Mesmo tendo sido condenado sozinho, mesmo inocente, numa época em que a corrupção aflorava como praga em Brasília, Benedito Domingos manteve a cabeça erguida. Sabia, como hoje o brasiliense sabe, que nada devia à justiça ou à sociedade.

Benedito, silencioso, sabe que foi vítima de uma faceta, de um sistema lerdo. Foi pego para Cristo por aqueles com quem convivia. Verdadeiros Judas que circulam livremente pela cidade, mas com a corda presa à mente, que desce lentamente em direção ao pescoço.

Há fatos inter-relacionados. Como a Caixa de Pandora, que, ao contrário do que muita gente pensa, não está fechada, jogada a um canto, coberta de poeira e teias de aranhas.  É uma longa história, cheia de traquinagens, a ser contada em capítulos quando Benedito decidir quebrar seu silêncio.

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