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Aviso à Otan

Bielorrúsia instala mísseis rezando para não precisar usar

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Antônio Albuquerque, Edição - Foto de Arquivo

Mais da metade das armas nucleares táticas russas que deveriam estar estacionadas na Bielorússia, na fronteira com a Ucrtânia, já foram entregues e distribuídas por todo o país, disse o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, nesta terça-feira, 1. Não foi revelado, porém, o número de mísseis.

A liderança russa respondeu “mesmo ao maior pedido da Bielorússia” ao implantar suas ogivas nucleares táticas no país vizinho, frisou Lukashenko.

“Armas nucleares são uma questão de segurança… Deus nos livre de usar esta arma. Ainda espero que isso não aconteça … mas garantiremos nossa segurança com a ajuda de nossos amigos”, acentuou, em reunião ao sul de Minsk.

Lukashenko acrescentou que as armas nucleares da Rússia, junto com a única usina nuclear da Bielorússia, são um fator de segurança para o país.

“Temos uma usina nuclear. Isso, devo dizer, é um fator de segurança muito forte: se ela explodir… há reatores na Ucrânia… seria complicado”, afirmou Lukashenko.

A Bielorússia “não está brandindo seus sabres”, mas se prepara para poder se defender a qualquer momento, disse o presidente, acrescentando que não quer que os bielorrussos entrem em guerra.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou em meados de junho que Moscou havia transferido o primeiro lote de ogivas nucleares para a Bielo-Rússia e completaria a transferência de armas nucleares táticas até o final do ano.

Putin afirmou que a implantação foi um elemento de dissuasão e um sinal para aqueles que pensam em infligir uma derrota estratégica à Rússia.

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