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De novo, não!

Brasil, país gigante, não é mais o mesmo desde o governo das cavernas

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Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto de Arquivo

Como profissional que se reconhece no que escreve e, principalmente, como cidadão fuçador, eu já vi de tudo neste país varonil e cheio de vilões travestidos de profetas, mitos e deturpadores de mentes. No subúrbio do Rio de Janeiro e no interior do país, políticos fantasiados de Guaraná Jesus, Leite Moça, Biscoito Globo e Bis brotavam nos palanques enfeitados pelos comerciantes do bairro nos quais os candidatos a excelência visitavam para disputar meia dúzia de votos. Eles lembravam os trotes em festas de formatura do ensino médio, mas não perdiam a oportunidade de se mostrar para os pretensos eleitores do modo caricato que o caracterizariam depois de eleitos.

Se perdessem a eleição, a ordem era para que os cabos eleitorais recolhessem as churrasqueiras, derrubassem o coreto e passassem o trator sobre a grama do campinho de pelada que mal começara a ser usado. Era o início da ameaça contra aqueles que se metessem no caminho dos que aspiravam o poder acima de tudo e de todos. Nada de anormal para uma nação que se acostumou a conviver com personagens do tipo a grávida de Taubaté, o idolatrado Neymar Júnior rolando no chão com um olho aberto e outo fechado e um certo ex-presidente que se imaginava governando como um homem das cavernas.

Na verdade, eu continuo vendo de tudo nesse céu formoso, risonho e límpido. Em um Estado onde boa parte da população só pensa em ter, ser é um detalhe sobre o qual poucos refletem ou prestam atenção. O gigante pela própria natureza não é mais o mesmo faz tempo. No entanto, a terra adorada tem experimentado situações desde que aquele clã cujos membros agem como brucutus se aboletaram no Palácio do Planalto e, de lá, começaram a imaginar a Pátria Amada como um reino pré-histórico e apinhado de cavernas com homens vestidos de tanga e usando dinossauros como montarias.

O patriarca do clã era o rei e se achava o dono do mundo até descobrir que, maior do que ele, só o rei Moo, ou Mu, também conhecido como Donald Trump. Foi aí que a paz no futuro e a glória no passado quase fizeram água. Como dos filhos deste solo, és Mãe Gentil, eis que surgiu um filho teu que não foge à luta como aquele que traiu, trai e ainda tem direito a um green card. Eles querem se reinventar. Todavia, o povo heroico e do brado retumbante não permitirá a eternização dos que usam o verde-louro da flâmula para entregar a terra mais garrida ao primeiro que se apresenta como o florão da América.

A eleição presidencial deste ano é a clássica disputa entre o que quer ver o Brasil belo, forte e impávido colosso e o que claramente se mantém eternamente deitado em berço esplêndido, mas não está nem aí para os nossos bosques que não têm mais vida. Repetição de um filme que os embaixadores estão fartos de ver e ouvir, há um parente quase sem patente, mas que insiste em ver a Pátria Amada, Salve, Salve, perder a esperança, que torce para a terra descer e, principalmente, que o teu futuro nunca mais espelhe essa grandeza.

Depois de tanta luta para conseguirmos conquistar com braço forte a igualdade e a democracia plena, não podemos permitir que o lábaro que ostentas estrelado seja manchado por um falso profeta ou pintado de vermelho e branco pelo filho que, em breve, fugirá à luta. De novo, não! Por isso, com a força do voto popular, soberano e patriótico, o brasileiro mais uma vez será corajoso e leal à pátria. Quanto aos que trocam a alma pelo poder, a justiça novamente estará pronta para usar sua força e convocar seu povo para a defesa. É a clava forte, também denominada voto depositado nas urnas eletrônicas cheias de vida e mais seguras, embora sempre atacadas pelos que se fantasiam de leite condensado para adoçar a boca do rei yankee e condenar o povo brasileiro à dita dura.

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Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

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