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Viva a Ciência

Brasileiro vai torcer para ficar vivo em 2021

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Elisa Mattos, Especial para Notibras

Foi um ano inteiro dominado pela incerteza, medo, negação, irresponsabilidade, crueldade, tristeza. Muita tristeza. O ano de 2020 termina com o saldo de quase 200 mil brasileiros mortos, vítimas de uma doença, provocada por um vírus, que chegou devastando o Planeta.

Estima-se que no mundo todo, quase 83 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus. Até o dia 29 de dezembro, 1.793.368 vidas perderam a luta para a Covid-19.

E ainda faltam algumas horas para somarmos mais mortes à essa trágica estatística. Cada vida é uma vida, cada vida perdida conta, provoca dor, faz chorar.

Trata-se de uma doença altamente contagiosa, transmitida pela pessoa doente por meio de gotículas de saliva, expelidas durante uma conversa, um espirro, uma tosse. Os objetos ao redor também são contaminados e se tornam transmissores indiretos, como celulares, teclados de computador, maçanetas, talheres, etc.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 80% dos casos são assintomáticos, não apresentam qualquer sintoma da doença, ou têm sintomas leves, que podem ser confundidos com qualquer outro mal-estar. Porém, para os outros 20% dos doentes, a Covid-19 pode ser fatal. E essa parcela mais frágil, pode estar justamente dentro da nossa casa.

Daí a importância de se respeitar o isolamento social, manter distância de corpos, conversar de longe, sempre de máscara. Cumprir as regras sanitárias, fazer todo ritual necessário para manter o ambiente higienizado, por mais chato que seja. Não é escolha, é obrigação.

Sabe por que? Porque agora no finalzinho de dezembro, a OMS emitiu um alerta para a humanidade: “Esta pandemia, apesar da devastação que causou neste ano, pode não ser a pior que vamos enfrentar, por isso devemos estar preparados”.

Trazendo a realidade para o Brasil, pergunto: devemos estar preparados exatamente para o quê? O país parece viver numa outra estratosfera, inatingível, invulnerável. Muita gente resolveu chutar o balde do bom senso.

O mesmo noticiário que nos atualiza sobre o galopante número de novos casos e mais mortes, mostra um Brasil em festa. Ruas, bares e boates lotados, com milhares de lunáticos comemorando com dança, bebida, beijinhos e abraços, o fim de um ano trágico.

Temos um presidente que desde o início da pandemia boicota os brasileiros. Ao longo de 2020, Bolsonaro deu inúmeros exemplos de comportamento desprezível, insano, incentivando a quebra de normas mínimas para manter o país sob controle.

Com a desculpa de não desestabilizar a economia, não tomou qualquer providência para impedir o caos na saúde pública que estamos vivenciando. Ele não desprezou apenas a gravidade do coronavírus, Bolsonaro descredenciou a Ciência; rebaixou a comunidade científica à amadores que não merecem respeito; faz piada com a vacina produzida para salvar vidas – ‘Se você virar um jacaré, é problema seu’, chegou a dizer.

A população dos Estados Unidos, de vários países da Europa e alguns dos nossos vizinhos, já está sendo vacinada. Eles, ao menos, vão entrar 2021 com um certo alívio na alma, podendo respirar mais fundo um pouco, com esperança de dias melhores. E nós aqui? Nós vamos continuar aqui, sentados à sombra de uma jaqueira, contando as jacas que se esborracham ao nosso redor e torcendo para  continuarmos vivos em 2021.

Que assim seja, asè.

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