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Brasília

Brasília, Brasil e o mundo discutem segurança

Carolina Paiva, Edição

Com sede itinerante, o XIII Congresso Brasileiro de Medicina de Tráfego e o II Congresso Brasileiro de Psicologia começam nesta quinta, 12, em Brasília. A cidade foi escolhida por ser centro das decisões no país e, portanto, local mais que oportuno para congregar, além de especialistas em medicina e psicologia de tráfego, engenheiros, senadores, deputados e formadores de opinião em um momento especialmente importante para a segurança no trânsito no Brasil.

De quinta a sábado, a expectativa é de um megaevento em Brasília, com a presença de dois dos maiores nomes internacionais em pesquisa de álcool e direção veicular: Thomas G. Brown e Marie Claude Ouimet, vindos diretamente do Canadá, além de representantes de todos os Detrans e Cetrans do Brasil.

Diretor Científico da Abramet, Ricardo Hegele chama a atenção para o problema das mortes no trânsito no Brasil e destaca a participação de integrantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) no evento. Segundo ele, em 2011, o Brasil assinou, com cerca de 180 países, um compromisso intitulado Década de ação pela vida no trânsito. O documento previa que os países signatários adotassem medidas para a redução em 50% do número de mortes no trânsito nesse período.

Os indicadores apontam que o Brasil teve, nos últimos anos, pouco mais de 10% de redução nas mortes, e muitos desses casos refletem a crise econômica, que naturalmente impacta em redução do tráfego de veículos. Assim, estamos muito longe das metas estabelecidas e os indicativos da nova política governamental para o trânsito, que tramitam no Congresso Federal, apontam para uma liberalização e redução da fiscalização e da proteção aos condutores, pedestres e usuários das vias, tendências que estão indo na contramão da vida.

Hegele lembra que o Brasil está entre os países com maior número de mortes no trânsito. Nesse ranking, constam nações muito mais populosas, como China, Índia e Estados Unidos. O diretor da Abramet comenta que a entidade mantém-se ativa e mobilizada junto ao Congresso Nacional para que os Projetos de Lei que visam a alterar o Código Brasileiro de Trânsito não representem um retrocesso e ponham novamente em risco milhares de vidas, que já foram salvas com o uso adequado das cadeirinhas para crianças, uso do cinto de segurança e da tolerância zero para o beber e dirigir.

Pesquisas apontam que as principais causas de morte no trânsito estão diretamente ligadas à velocidade excessiva, ingestão de álcool, uso de aparelho celular e sono ao dirigir. Ficou demonstrado que os países que melhor controlaram esses fatores, ao lado da exigência de uso de cinto de segurança, capacete para motociclistas e cadeirinhas para as crianças, tiveram resultados muito superiores na redução de mortes – revela Hegele.

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