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“Mui amigo”

Buzzi descobre enfim que pau que bate em Chico também dá em Francisco

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Autor/Imagem:
Sonja Tavares - Foto de Arquivo/ABr

Em meio ao calor das discussões sobre um Código de Ética para os ministros do Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, é alvo de acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O fato não é fake e teria ocorrido no mar, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, onde a menina passou as férias de janeiro hospedada justamente na casa do magistrado. Filha de um casal de advogados amigos de Buzzi, a jovem contou aos pais e à polícia que o ministro, visivelmente excitado, tentou agarrá-la três vezes dentro da água.

Depois de conseguir fugir desesperadamente do “mui amigo” e algoz, a moça e seus pais deixaram a residência de Marco Buzzi, registraram boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia de São Paulo e, na sequência, denunciaram o ocorrido ao Supremo Tribunal Federal. Como o ministro tem foro privilegiado, o caso já começou a tramitar na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça e está sob segredo de justiça. Conforme nota divulgada esta tarde pelo CNJ, o sigilo é necessário para preservar a intimidade, a integridade e a exposição indevida da vítima.

Também por meio de nota, o ministro Marcos Buzzi informou que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas pela imprensa, as quais, segundo ele, não correspondem aos fatos. No fim da nota, o magistrado disse repudiar toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio. Mais do que explicações à Corte em que atua, ao CNJ e ao jurisdicionado brasileiro, o ministro precisa provar ao Brasil que a jovem e seus pais são mentirosos.

Manchete de todos os principais sites e emissoras de TV do país, o caso tomou proporções muitos maiores do que a pequenez do suposto ato do ministro. É bom repetir que o fato que não é fake deverá ser investigado como importunação sexual. Caso o ato seja comprovado, o ministro pode ser condenado a uma pena que varia de 1 a 5 anos de reclusão, conforme prevê o Código Penal. De mulher para mulher, é a hora de o Poder Judiciário mostrar que o pau que dá em Chico também pode sobrar para Francisco.

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Sonja Tavares é Editora de Política de Notibras

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