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Sem privatizações

Candidato em São Paulo, Haddad promete a ‘reconstrução’ do Estado

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Pimenta Filho - Foto Divulgação

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste sábado (25), durante convenção realizada em Campinas (SP), a candidatura de Fernando Haddad ao Governo do Estado de São Paulo nas eleições de outubro. A chapa terá como candidato a vice-governador o ex-governador Márcio França (PSB), consolidando a aliança entre PT e PSB na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Advogado, professor de Ciência Política e um dos principais nomes do PT, Haddad concorre ao governo paulista pela segunda vez. Ex-prefeito da capital paulista, ele deixou o comando do Ministério da Fazenda em março deste ano para dedicar-se integralmente à campanha eleitoral. Também foi ministro da Educação e candidato à Presidência da República em 2018.

Além da chapa majoritária, a convenção homologou as candidaturas de 90 postulantes à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e de 56 candidatos à Câmara dos Deputados, reforçando a estratégia do partido de ampliar sua representação no Congresso Nacional e no Legislativo estadual.

Em seu discurso, Haddad centrou as críticas na administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição e desponta como seu principal adversário. O petista afirmou que áreas consideradas prioritárias, como segurança pública, saúde e educação, apresentam resultados insatisfatórios e contestou declarações do atual governo sobre a política voltada à população em situação de rua.

“Qual é a disputa que a gente faz com o Tarcísio? O que é possível disputar com ele, se tudo está indo para trás e ele não é cobrado por nenhum resultado? Na segurança, na saúde, na educação e na população em situação de rua. Esse que disse que acabou com a Cracolândia aumentou em 82%, segundo a Fundação Seade. Como é que alguém bate no peito para falar desses indicadores?”, afirmou.

A convenção reuniu as principais lideranças da base governista. Estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além das pré-candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que defenderam a formação de uma ampla frente de apoio ao projeto de Haddad em São Paulo.

Ao longo do evento, dirigentes partidários destacaram que a campanha pretende concentrar o debate em temas como geração de empregos, fortalecimento da indústria, investimentos em infraestrutura, ampliação da rede de saúde, melhoria da qualidade da educação e políticas de combate às desigualdades sociais. Haddad também afirmou que pretende apresentar um programa voltado ao desenvolvimento regional e à modernização dos serviços públicos, buscando confrontar a gestão de Tarcísio com propostas para áreas consideradas estratégicas pelos eleitores paulistas.

Com a homologação da candidatura, a disputa pelo maior colégio eleitoral do país ganha contornos mais definidos. De um lado estará o governador Tarcísio de Freitas, que buscará renovar o mandato; de outro, Fernando Haddad, que tentará reconduzir o PT ao comando do Estado de São Paulo, cargo que o partido não ocupa desde o fim da gestão de Luiz Antônio Fleury Filho, ainda na década de 1990, considerando apenas os governos estaduais posteriores marcados pela longa hegemonia do PSDB e, mais recentemente, do Republicanos.

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