O polvo...
Caras Estranhos III
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No início do ano passado iniciei uma série de pequenas crônicas aqui no Café Literário: CARAS ESTRANHOS.
O ORNITORRINCO: – foi o primeiro personagem da série. Contei as diferenças e excentricidades desse bichinho bem maluco que mais parece com uma colcha de retalhos de DNA, pois embora sejam mamíferos, esses nativos australianos botam ovos e exibem espinhos venenosos nas patas traseiras; têm cauda de castor e bico de pato e são caçadores noturnos e o detalhe: caçam de olhos fechados. Qualquer semelhança com a maioria dos políticos do Senado e da Câmara de Deputados brasileiros NÃO É mera coincidência. Loko, né?!
O CAMELO e o DROMEDÁRIO:- basicamente se diferenciam pelo número de corcovas (aquele lombo nas costas). O camelo tem um e o dromedários duas. Mas são seres especiais: podem beber tanto água doce quanto água salgada. Os rins filtram e tudo bem. Comem espinhos, cascas e até pedras. O estômago do bruto tem um ácido potente capaz de dissolver qualquer coisa. Ah…e possuem duas pálpebras: uma é fina e transparente, a outra é grossa e carnuda. Quando começa uma tempestade de areia no deserto, feche a pálpebra transparente para evitar que a areia entre nos seus olhos. São animais extremamente bem adaptados para sobreviverem no deserto. São considerados “burrões, imbecis”. Lembram, sem dúvida, a Famiglia Bolsonaro em todos os sentidos.
O POLVO: hoje vamos conhecer um pouco das diferenças e “maluquices” do polvo, aquele ser marinho de tantos braços e cabeção mole-mole. Os polvos possuem um dos sistemas nervosos mais surpreendentes do reino animal. Diferente da maioria dos animais, cerca de dois terços dos seus neurônios não ficam no cérebro, mas distribuídos ao longo dos oito tentáculos. Isso faz com que cada braço funcione quase como uma unidade independente de controle. Cada tentáculo tem redes nervosas próprias capazes de processar informações sensoriais, tomar decisões simples e executar movimentos complexos sem precisar de comandos diretos do cérebro central. Por isso, um braço pode explorar fendas, sentir texturas, identificar alimentos ou tentar abrir uma concha, enquanto o polvo usa outros tentáculos para tarefas completamente diferentes. O cérebro do polvo atua mais como um coordenador geral, definindo objetivos. forma de “pensar distribuído” ajuda a explicar por que polvos são considerados um dos invertebrados mais inteligentes d
o planeta. Eles aprendem, resolvem problemas, usam ferramentas e se adaptam com facilidade. Pensam e agem em várias direções ao mesmo tempo. Na política do Brasil, o atual presidente Lula poderia ser confundido com o polvo-chefe. É insuperável em adaptação e capacidade de sobrevivência e sucesso.
Espero que os meus leitores e leitoras tenham gostado das informações. As relações dos nossos animaizinhos com os CARAS ESTRANHOS da política nacional são de total responsabilidade deste cronista.
Até a próxima crônica com um novo e fascinante personagem.
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Gilberto Motta é escritor, jornalista e professor/pesquisador de mundos, fatos e caras estranhos, sendo ele mesmo, prioritariamente, o mais estranho de todos. Vive na Guarda do Embaú, pequena vila de pescadores no litoral Sul de SC.