Missiva
Cartas
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Escrevi-te uma carta que repousou no silêncio dos astros,
um pergaminho guardado no cofre da eternidade,
onde confessei que eras a lua da minha vida,
a constelação que sempre guiou meu destino.
Os anos passaram como cometas errantes,
e minha existência parece um céu vazio sem tua luz.
Ainda assim, descubro que te amo,
minha dama celeste,
meu jardim de auroras.
Hoje, tenho em mãos esse manuscrito antigo,
guardado como relíquia de estrelas,
e volto a escrevê-lo para ti,
porque permaneces sendo o amor da minha eternidade.
Mesmo que o tempo me envelheça,
nunca esqueço o brilho do teu sorriso,
claridade que atravessa minhas noites,
aurora que não se apaga.
Perdoa-me por revelar agora
o que sempre guardei em silêncio:
tu permaneceste presa em meus pensamentos,
como constelação que nunca se desfaz.
Não tive coragem de confessar,
temendo o eclipse do desprezo,
temendo não ser eu
a colher teus beijos de cristal.
Mas sempre foste,
e sempre serás,
o amor da minha vida,
a estrela que escrevo em versos,
a carta que finalmente encontra voz
no infinito.