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Alto lá

China tenta conter expansão da Otan em direção a países da Ásia

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Bartô Granja, Edição - Foto Reprodução

A Otan deve permanecer dentro de seus limites geográficos e não exceder a autoridade da aliança ao impor suas próprias regras a outros Estados, como vem tentando fazer desde o fim da Guerra Fria, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, nesta quarta-feira, 23.

A afirmação é uma resposta à manifestação do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, que no dia anterior disse que Pequim busca fortalecer seu controle sobre infraestrutura crítica, cadeias de suprimentos e setores industriais importantes dos países ocidentais.

Stoltenberg acrescentou que os estados supostamente autoritários devem ser impedidos de usar as fraquezas do Ocidente para realizar atividades subversivas.

“A Otan estendeu sua cláusula de defesa coletiva aos domínios do ciberespaço e do espaço sideral, que devem ser tratados pela ONU e instituições internacionais especializadas. Também intensificou a intervenção em uma ampla gama de domínios civis, incluindo mudanças climáticas, infraestrutura, inovação tecnológica, cadeias de abastecimento, saúde e energia. Como uma organização regional, a aliança precisa permanecer dentro de seus parâmetros geográficos e não tentar impor regras que se adequem ou tentar forçar ou mesmo cruzar a fronteira”, disse o diplomata chinês em uma coletiva de imprensa.

Zhao também rejeitou as alegações de Stoltenberg, dizendo que nos últimos anos Pequim estabeleceu uma cooperação positiva e igualitária com países e empresas em várias regiões, incluindo estados membros da Otan. Segundo ele, essa interação foi benéfica para todos os lados. Enquanto isso, trazer diferenças ideológicas e sistemas de valores e traçar linhas divisórias na cooperação econômica não apenas prejudicarão os interesses comuns da comunidade internacional, mas também será um “tiro pela culatra”, sustentou o diplomata de Pequim.

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