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Adeus silencioso

Cicatrizes

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Não soubemos como permanecer unidos,
essa é a verdade árida,
como a terra que clama por chuva
após longas secas.

As discussões,
tempestades sem sentido,
racionando ternura,
deixaram marcas invisíveis,
cicatrizes gravadas no céu.

A desconfiança,
com sombras persistentes,
envenenava cada gesto,
cada palavra,
como eclipse que oculta a lua.

O orgulho,
mudo e inútil,
ergueu muralhas diante de nós,
impedindo-nos de ver o horizonte,
separando-nos cada vez mais.

Mas sejamos serenos, agora que estamos distantes,
cada qual trilhando seu próprio caminho,
sem o peso do que um dia foi,
e já não é mais.

Preciso aprender a soltar teu nome,
antes que a dor se torne abismo,
antes que o coração se torne deserto,
antes que não reste cura.

Um adeus silencioso,
promessas ao futuro,
para encontrar a paz,
sem a tempestade de ontem.

E que estas cicatrizes,
gravadas como constelações,
se tornem auroras de esperança,
rios de luz que renascem,
para que o amor, mesmo distante,
seja eternidade no firmamento.

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