Marcas
Cicatrizes da Esperança
Publicado
em
A paz traz marcas, mas ainda respira,
mesmo quando tempestades rugem e flechas invisíveis atravessam o ar.
Essas feridas não são portas para o mal,
mas janelas por onde a luz insiste em entrar.
O amor não foi sequestrado, apenas escondido,
a tranquilidade não está perdida, apenas em silêncio.
Profetas ainda sussurram nos ventos,
e a verdade, mesmo à beira da extinção,
se mantém como chama que não se apaga.
A felicidade, embora contida,
aguarda o momento de florescer novamente.
O céu, antes tomado por balas,
se enche de pássaros que cantam em resistência.
As crianças, com olhos de espanto,
ainda guardam sementes de futuro em seus silêncios.
A frieza dos corações pode alimentar a loucura,
mas a esperança, de mãos dadas com a fé,
ergue-se como muralha contra a escuridão.
Ver o que a humanidade enfrenta é árduo,
mas os fortes cavalgam rumo à primavera,
e não abandonam os que se perderam.
Eu trabalho pela calma,
para que minha paz retorne ao jardim de outrora,
sabendo que violência não cura,
mas justiça é a fórmula que restaura.
A justiça pode ser firme,
mas é também ponte para a renovação.
Enquanto houver empatia,
a paz não morrerá, apenas repousará.
E se um dia o silêncio tentar sufocá-la,
minha poesia será espada de luz,
meu amor será escudo,
e minha alma jamais trairá o povo que carrego.
Pois mesmo em meio às cicatrizes,
a esperança floresce como jasmim branco,
resistente ao inverno,
e anuncia que a paz, ainda ferida,
um dia voltará a sorrir.
E a poesia continuará sendo alívio para almas feridas ,
E corações que pulsam pela vida.