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Quem vai levar?

Cidade ‘pet friendly’, Brasília tem cães e gatos saudáveis para adoção

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Catarina Lima/Via Agência Brasília - Foto Divulgação

Em janeiro deste ano, Brasília, por meio da Lei nº 7.255, passou a ser uma cidade pet friendly (em tradução livre, amiga dos animais de estimação – a expressão sinaliza lugares em que pets, mais do que aceitos, são bem-vindos).

Nesta terça-feira (14), quando se comemora o Dia Nacional dos Animais de Estimação, tutores e tutelados devem comemorar. Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) de 2021, elaborada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), 49,6% dos lares do DF possuem ao menos um animal. E muitos dos que hoje fazem a alegria dos seus tutores chegaram por meio da adoção.

São várias as histórias de superação, afinidade e amor. Os interessados em adotar um bichinho têm algumas alternativas, como procurar a Gerência de Vigilância Ambiental em Zoonoses, da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), local para onde vão os animais recolhidos. No momento, há seis gatos e dez cachorros abrigados lá.

“Os animais chegam aqui por meio do Ibama, que os recolhe em seus parques, ou por determinação judicial”, afirma o gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Isaías Silva. A Diretoria de Zoonoses é um endereço certeiro para quem estiver interessado em adotar um dos pets disponíveis.

Condições
Para adotar, é necessário apresentar documento de identificação com foto, comprovante de residência, ser maior de 18 anos e assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a cuidar bem do animal.

O coletivo Amigos da Zoonoses, composto por 15 mulheres – das quais três são veterinárias -, ajuda nos cuidados dos animais abrigados na Geval. O grupo desenvolve um trabalho para reduzir a sensibilização dos bichos, que às vezes são ariscos e não têm o costume de passear usando guias.

Os Amigos da Zoonoses fazem, ainda, a triagem dos candidatos a tutores. “Tentamos combinar o adotante com o animal para evitar que haja devolução, e também acompanhamos essa adoção por um tempo”, explica a veterinária Eliana Farias, uma das integrantes do grupo. O Hospital Veterinário de Brasília (Hvep) também presta atendimento aos cães e gatos mantidos na Zoonoses.

Adoção com responsabilidade
A jornalista Lara Kinue, 25, realizou um sonho ao adotar, com apoio do namorado, a cachorrinha Feijoada. “Sempre quis ter um cachorro, mas entendia que para isso era preciso dinheiro e dedicação”, conta ela, que encontra tempo para cuidar da cadelinha apesar da vida atribulada de gerente de uma grande loja de departamentos.

“A adoção de um pet é solução para quase todos os problemas da vida. A Feijoada traz alegria”, comemora Lara, lembrando que adotar presume assumir todos os cuidados – como no dia em que a cadela apresentou problemas digestivos. “Ela comeu chocolate, e eu e meu namorado tivemos que correr para o veterinário”, conta. O chocolate, lembra ela, é tóxico para cachorros e gatos por causa de duas substâncias presentes em sua composição: a teobromina e a cafeína.

Outra história feliz que teve início com a adoção foi a do bombeiro civil João Henrique Castro, 32, e do cachorro Chicó. Ao levar sua cadela Gaia ao Hospital Veterinário para doar sangue, João Henrique foi informado da existência de três cachorrinhos abandonados da raça Boiadeiro Australiano para adoção. Resolveu levar um para casa, e aí começou sua história com Chicó.

“Meu sentimento para com ele é de gratidão”, relata. “Ele trouxe alegria. A integração com a Gaia foi rápida. O Chicó é muito carinhoso”. Devido à fome dos primeiros meses de vida, o cachorrinho chegou magro à casa de João, mas agora, com um ano de vida, ele está completamente recuperado. Hoje, Chicó e Gaia são os melhores amigos.

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