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Ciro, mais perdido do que cego em tiroteio

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@donairene13 - Foto Arquivo

Ciro Gomes lançou oficialmente sua pré-candidatura ao governo do Ceará, mas o cenário que o cerca está longe de ser confortável. Hoje filiado ao PSDB, Ciro acumula uma longa trajetória de mudanças partidárias e alianças políticas distintas ao longo das últimas décadas. Agora, ao se aproximar do PL, partido identificado nacionalmente com o bolsonarismo, o ex-ministro tenta construir uma nova coalizão política, mas acaba se tornando alvo de críticas vindas de praticamente todos os lados do espectro ideológico.

Da esquerda, as críticas são pesadas, especialmente do grupo liderado por Camilo Santana, que acusa Ciro de ter abandonado antigas posições ao se aliar à extrema direita. Já no campo conservador, o senador Eduardo Girão tenta desqualificá-lo chamando-o de representante do “centrão”, explorando justamente o histórico de trânsito político de Ciro entre diferentes governos e partidos. O resultado é um cenário curioso: Ciro enfrenta resistência tanto entre antigos aliados progressistas quanto entre setores da direita que desconfiam de sua trajetória e de suas posições históricas.

E essa desconfiança não surge do nada. Ciro Gomes construiu parte importante de sua carreira em governos de esquerda, tendo sido ministro nos governos do PT, além de manter durante muitos anos um discurso associado ao desenvolvimentismo e à crítica do neoliberalismo. Sua tentativa atual de reorganização política parece refletir não apenas uma mudança de alianças, mas também a dificuldade de encontrar espaço político e manter convicções ideológicas.

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