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Mundo

Coletes Amarelos voltam a levar caos à França

Foto/Sputniknews
Alex Rodrigues

Vestindo os coletes amarelos pelos quais se tornaram conhecidos mundialmente, manifestantes franceses e imigrantes, que residem no país, voltaram neste sábado (16) às ruas de Paris e de outras cidades francesas. Este é o 18ª sábado desde o início das manifestações em novembro do ano passado. O movimento é heterogêneo e não tem um líder ou grupo à frente.

A lista de reivindicações é ampla, incluindo tanto questões de proteção ambiental, como a demanda por melhorias salariais. Além disso, há, entre os manifestantes, representantes de setores da extrema direita que defendem teses anti-europeias.

Vídeos compartilhados por internautas nas redes sociais com a hashtag Gilets Jaunes (Coletes Amarelos, em francês) exibem manifestações em diferentes pontos de Paris.

A maior concentração de coletes amarelos foi registrada na Avenida Champ-Élysées, onde lojas de griffe foram saqueadas, manifestantes e policiais entraram em confronto.

Em alguns dos vídeos, policiais usam jatos d´água e sprays para tentar dispersar os manifestantes, que queimaram pneus e o que encontraram de inflamável pelo caminho, além de lançar pedras e outros objetos contra as forças de segurança.

Segundo a Rádio França Internacional, as autoridades francesas estavam cientes de que ativistas ultrarradicais se infiltrariam nas manifestações, inclusive vindos do exterior. Pelo menos 5 mil policiais e seis carros blindados compõem o dispositivo de segurança na capital. Outras ações estão programadas em Bordeaux, Dijon, Caen e Montpellier.

Segundo o ministro do Interior, Christophe Castaner, o protesto de hoje conta com 7 mil a 8 mil manifestantes, sendo 1.500 ultra-violentos.

Ao menos outras duas marchas estão previstas para ocorrer em Paris hoje: a Marcha do Século pelo Clima, que cobra dos governantes soluções para tentar conter as mudanças climáticas e enfrentar suas consequências; e a chamada Marcha da Solidariedade, convocada para denunciar a violência policial e o “racismo de Estado”.

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