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Dr. Leo

Como a leptospirose ameaça cães e humanos

Publicado

Autor/Imagem:
Leonardo Bernar - Foto Francisco Filipino

A leptospirose é uma doença grave que atinge o mundo inteiro, sendo considerada uma zoonose, ou seja, uma enfermidade transmitida entre animais e seres humanos. Ela afeta diversas espécies, como cães, cavalos e ratos, além de pessoas. Por se espalhar facilmente em climas tropicais, a doença tem forte ligação com períodos de muita chuva e altas temperaturas.

No cenário atual, a grande proximidade entre os cães e seus tutores transformou a leptospirose canina em uma grande preocupação para a saúde pública. A facilidade com que o cão se contagia e pode transmitir o problema para o homem exige atenção redobrada. Diante disso, entender o comportamento da doença virou uma missão obrigatória para proteger as famílias e seus animais.

A causa dessa enfermidade é um grupo de bactérias em formato de espiral chamadas Leptospira. No ambiente das cidades, o potencial de transmissão é considerado altíssimo. A bactéria entra no organismo e se espalha rapidamente, multiplicando-se no sangue do animal doente em poucos dias e gerando um quadro perigoso.

Certos profissionais enfrentam um risco ainda maior devido às suas rotinas de trabalho. Trabalhadores da agricultura, da pecuária e da limpeza de esgotos estão muito expostos a locais contaminados. Por esse motivo, a leptospirose também é classificada como uma doença profissional, exigindo cuidados rigorosos de proteção no trabalho.

O grande perigo da bactéria está na sua resistência em locais molhados. Ela é eliminada no ambiente por meio da urina dos animais que carregam a infecção. Poças de água, áreas alagadas por enchentes e solos úmidos após as chuvas tornam-se esconderijos perfeitos onde a bactéria sobrevive por muito tempo.

Nas grandes cidades, os ratos de rua são as principais fontes de transmissão para os seres humanos, mas não são eles que são os vetores, pois o vetor é a água contaminada com a urina dos ratos. Esses roedores se adaptam com extrema facilidade aos ambientes urbanos e vivem perto dos esgotos. No entanto, os cães de estimação também têm um papel importante nesse ciclo de contágio devido ao contato físico diário com os donos.

Por causa do alto risco que a doença representa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento monitora os casos de perto. A leptospirose faz parte de uma lista oficial de doenças de notificação obrigatória. Isso significa que todo médico-veterinário deve avisar o governo mensalmente sobre qualquer caso confirmado.

Existem mais de 250 tipos diferentes dessa bactéria, que são chamados de sorovares. Nos cachorros, quatro tipos principais causam a maioria das infecções. Entre eles, os tipos conhecidos como Leptospira canicola e Leptospira icterohaemorrhagiae são os mais perigosos e comuns na rotina das clínicas veterinárias.

Uma dúvida muito comum entre os tutores é se os gatos também pegam a doença. A resposta é que os casos em felinos são raros e pouco conhecidos pela ciência. Mesmo que raramente fiquem doentes, os gatos podem eliminar a bactéria na urina. Por isso, os veterinários recomendam manter os felinos sem acesso à rua.

A transmissão para os cães acontece principalmente quando eles pisam ou bebem a urina infectada. A bactéria tem uma capacidade impressionante: ela consegue atravessar a pele saudável ou as mucosas dos olhos e da boca. Não é necessário que o animal tenha uma ferida aberta para que o contágio aconteça.

Além do contato com a água de enchentes e rios poluídos, existem outras formas de contágio entre os cães. A infecção pode ocorrer pelo cruzamento entre animais, na gestação da mãe para os filhotes, por mordidas ou por transfusão de sangue. Isso mostra como o ambiente e o manejo influenciam a propagação.

Quando o cão é infectado, a doença pode se manifestar de quatro formas principais. A forma ictérica deixa o animal amarelado e causa anemia. A forma hemorrágica é a mais severa, provocando sangramentos na boca e febre alta. Há também a forma reprodutiva, que causa abortos em cadelas e gera filhotes muito fracos.

A quarta forma é a urêmica, que ataca diretamente os rins dos cães e causa feridas na boca, vômitos e desidratação. Os rins sofrem graves lesões em suas estruturas internas após a bactéria invadir o órgão. O resultado disso é a presença de bactérias diretamente na urina do paciente, reiniciando o ciclo de contágio.

A gravidade da lesão nos rins depende muito da espécie do animal. Os cães possuem cerca de 415 mil néfrons, que são as unidades que filtram o sangue nos rins, enquanto os humanos possuem 1,2 milhão. Como os cães têm menos unidades de filtragem, as doenças renais avançam de forma muito mais rápida e destrutiva neles.

Os sintomas nos cachorros variam desde febre, falta de apetite, vômito com sangue e urina escura, até casos onde o animal não demonstra nenhum sinal. A prevenção continua sendo o melhor caminho, e o médico-veterinário é o profissional certo para orientar sobre a vacinação e a limpeza do ambiente.

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