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Dr. Leo

Como identificar e os riscos do excesso de peso no seu pet

Publicado

Autor/Imagem:
Leonardo Bernar - Foto Francisco Filipino

A obesidade já é uma das doenças nutricionais mais comuns entre cães e gatos no Brasil e no mundo. Só que muitos tutores ainda não percebem. Cão “fofinho” e gato “redondinho” parecem saudáveis, mas o excesso de gordura pode trazer problemas sérios para a saúde e reduzir a expectativa de vida do pet.

Por que tantos animais estão acima do peso?

A rotina mudou. Hoje muitos pets vivem dentro de casa, fazem pouca atividade física e ganham comida o tempo todo.

Entre os principais vilões estão:

Biscoitos e snacks em excesso

Restos de comida humana

Recompensas usadas para tudo

Sedentarismo

Como o ganho de peso acontece devagar, é difícil notar. Muita gente acha “ele é só forte” ou “ela sempre foi assim”. Como saber se seu pet está acima do peso?

O mais importante não é o número da balança, e sim a condição corporal. Na hora de avaliar, observe:

Costelas: você consegue sentir sem apertar muito?

Cintura: tem uma “afinada” quando olha de cima?

Barriga: ela é retraída ou está arredondada e pendente?

Gordura: tem acúmulo na lombar?

Outros sinais comuns: cansaço fácil, dificuldade para subir escada ou pular, pouca disposição para brincar. Em gatos de pelo longo é ainda mais difícil perceber por causa da pelagem.

Quais os riscos?

O excesso de gordura causa inflamação no corpo e aumenta muito a chance de doenças:

Problemas nas articulações: artrose, dor crônica e dificuldade para andar

Diabetes: principalmente em gatos

Doenças do coração e pulmão: falta de ar e cansaço rápido

Problemas no fígado: nos gatos, ficar sem comer pode causar lipidose hepática, que é grave

Menos tempo de vida: estudos mostram que pets no peso ideal vivem mais e melhor

Dados mostram que o problema cresceu. Nos EUA, 63% dos cães e 67% dos gatos estão acima do peso. Em São Paulo, um levantamento de 2002 já apontava 17% de cães obesos. Raças como labrador, beagle, dachshund e cocker têm mais predisposição. Animais castrados e mais velhos também têm mais risco.

“Mas ele vive com fome”

Muitos pets aprendem que pedir comida ganha atenção. Fome nem sempre é necessidade. Castração, idade, sedentarismo e algumas doenças diminuem a necessidade de calorias. A mesma quantidade de ração de antes pode estar sobrando agora.

Como manter o peso saudável?

Veterinários recomendam tratar o peso como parte da saúde preventiva:

Alimentação equilibrada e na dose certa

Evitar excessos de petiscos

Exercício físico regular – passeio, brincadeira, até natação para cães com problema articular

Pesagem e check-up com o veterinário de forma periódica

Perder peso rápido também faz mal, principalmente para gatos. O ideal é um plano seguro, com dieta de baixa caloria, mais fibras e acompanhamento profissional. Alguns nutrientes como ômega-3 e L-carnitina podem ajudar.

A mensagem principal

Obesidade é uma doença crônica. O excesso de peso se instala sem a gente perceber, mas os danos aparecem. Um pet no peso saudável tem:

Mais qualidade de vida, menos dor, mais disposição e mais anos ao lado da família.

Se você tem dúvida sobre o peso do seu cão ou gato, o melhor caminho é levar ao veterinário. Só ele consegue avaliar a condição corporal e montar um plano adequado para a idade, raça e rotina do seu animal.

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Instagram: @leoobernar

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