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Dr. Leo

Como proteger seu pet da doença do carrapato

Publicado

Autor/Imagem:
Leonardo Bernar - Foto Francisco Filipino

Muitos donos de pets acreditam que a “doença do carrapato” é um problema que só atinge animais de fazenda ou aqueles que vivem em locais com mato alto. Na realidade, o carrapato-marrom, principal transmissor, é um “morador” urbano que se esconde em frestas de muros, rodapés e tapetes. Essa enfermidade, que na verdade se divide em duas (Erliquiose e Babesiose), ataca o sangue do animal e pode ser fatal se não for percebida a tempo.

O grande desafio para quem tem um cachorro em casa é que a doença é traiçoeira. No começo, o cão não apresenta sinais óbvios de dor. Ele apenas fica um pouco mais “murcho”, dorme mais do que o normal e perde o interesse pela comida. É muito comum o tutor achar que é apenas um mal-estar passageiro ou tristeza, mas esse é exatamente o momento em que a bactéria ou o protozoário está começando a destruir as defesas do organismo.

Conforme a infecção avança, o corpo do animal começa a dar sinais mais claros de que algo vai mal. Um dos sintomas mais visíveis é a palidez na boca: se a gengiva do seu cão estiver branca ou amarelada, em vez de rosada, isso é um sinal de alerta para anemia grave. Além disso, podem aparecer pequenas manchas roxas na barriga ou sangramentos inexplicáveis pelo nariz, indicando que o sangue não está mais conseguindo coagular.

Muitos tutores se perguntam: “Mas eu não vi nenhum carrapato nele, como ele pode estar doente?”. A resposta é simples: basta uma única picada de um carrapato infectado para transmitir a doença. Além disso, o carrapato pode subir no animal, picar e cair, sem que ninguém perceba. Por isso, a ausência de parasitas visíveis no corpo do pet hoje não descarta a possibilidade de ele estar doente.

Existe ainda uma fase chamada “subclínica”, que é como uma bomba-relógio. O cão parece estar bem, mas o parasita está escondido no baço ou na medula óssea. Ele pode ficar assim por meses, até que um momento de estresse ou outra doença baixe a imunidade, fazendo com que a doença do carrapato volte com força total e de forma muito mais agressiva.

Quando o diagnóstico é feito, o tratamento costuma envolver o uso de antibióticos específicos por cerca de um mês. É fundamental que o dono não interrompa a medicação antes do prazo, mesmo que o cachorro pareça curado em poucos dias. Parar o remédio cedo demais pode fazer com que a bactéria fique mais forte e resistente, tornando a cura muito mais difícil no futuro.

Em casos onde a doença já causou uma anemia profunda, o veterinário pode indicar uma transfusão de sangue. Esse procedimento é seguro e, muitas vezes, é a única forma de manter o animal vivo enquanto os remédios combatem a infecção. É um processo que salva vidas, mas que reforça a importância de descobrir o problema logo no início para evitar chegar a esse ponto.

A prevenção é, sem dúvida, o melhor caminho e o mais barato. Hoje existem opções modernas como comprimidos mastigáveis que protegem o cão por até três meses, além de coleiras e gotas de aplicação na nuca. O importante é entender que o custo de um preventivo é uma fração minúscula do que se gasta com internações e exames de emergência em um veterinário.

Não basta cuidar apenas do cachorro; o ambiente também precisa de atenção. Cerca de 95% da infestação está no ambiente (em forma de ovos e larvas) e não no animal. Por isso, manter o quintal limpo e usar produtos específicos para dedetização de áreas externas é essencial para que o pet não seja picado novamente logo após terminar o tratamento.

O segredo para vencer essa batalha é a observação. Conhecer o comportamento normal do seu amigo é a melhor forma de notar qualquer mudança. Se notar seu cão apático por mais de um dia, não espere: procure um veterinário. O diagnóstico rápido, feito através de um simples exame de sangue, é o que garante que seu pet continue correndo e brincando ao seu lado por muitos anos.

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Acabe com carrapatos e outras pragas:

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