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Modelo

Concorrência…

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Autor/Imagem:
Tania Miranda - Foto Francisco Filipino

Por estes dias fui convidada a fazer um teste para modelo para comerciais. Não que eu tenha padrão de beleza. Na verdade, se formos realistas, sou bem feinha. 69 anos, acima do peso… mas a seleção buscava pessoas nesse perfil, mesmo. No dia em questão cheguei um pouco mais cedo, conheci outras meninas que iriam participar do teste. Foi uma interação legal entre nós. Não sei se alguma delas foi escolhida. Isso não vem ao caso…

Um amigo comentou que as pessoas que participaram da seleção eram concorrentes à vaga. Na verdade, não. Porque, na realidade, cada uma tem seu padrão de beleza, que pode ou não ser aquilo que o cliente deseja. E o cliente sempre tem razão. É claro que desejamos ser escolhidas, mas sabemos que há vários conceitos que tem que ser levados em conta…

A concorrência existe em todos os segmentos da vida. Mas nem sempre é realmente uma concorrência. E por que? Bem, alguns nichos são bem específicos e exigem que o agente que servirá de capa para seu mercado tenha determinada característica. Claro que o cliente escolherá quem mais se aproxima do conceito desejado. Pois essa será a imagem com a qual o produto ou o serviço será lembrado pelo público pagante.

E aí, nesse caso, não é realmente uma concorrência para se assumir determinado papel em uma campanha. A concorrência real se iniciará quando o produto for lançado no mercado. E a imagem escolhida deverá criar uma conexão entre o cliente e o produto, ou serviço oferecido. Portanto, a escolha de quem procura um rosto para sua campanha leva em consideração vários parâmetros, nenhum deles ligado à “concorrência” dos candidatos a dar vida ao comercial.

Sim, a imagem em uma campanha é tudo. Mas essa imagem não necessita ser uma imagem no sentido literal. Quem não se lembra de campanhas do passado… como aquela famosa do Gerson, quando ele olha para a Câmera e diz com convicção “é preciso levar vantagem em tudo, certo?” Foi uma das campanhas que mais viralizou, em uma época em que não existiam as redes sociais. Até hoje tal é lembrado. Não pelo modelo em si, mas pela frase, que marcou gerações.

Outra campanha que marcou época é a da menininha que está no quintal, vê um caminhão se aproximando e corre em direção à casa, gritando “Mãe, o caminhão da Granero já chegou”. É outra campanha que marcou época. Tanto o jogador quanto a menininha tinham o perfil desejado pelos contratantes. Tinham que ser eles e não outra pessoa. Ou seja, não havia concorrência. Porque o tipo desejado era o dessas pessoas e não de outras. A concorrência real se iniciou quando a peça publicitária foi entregue ao público…

Claro, quando você participa de uma seleção de modelos você torce para que seu perfil seja aquele procurado pelo contratante. Mas não deve olhar para as outras participantes como “concorrentes”. Porque, na realidade, não são. Simplesmente estão se expondo à avaliação de alguém, torcendo para que correspondam àquilo que este procura. Simples assim…

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