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MPDFT

Condenado a 6 anos por jogar coquetéis molotov na casa de ex-funcionário

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

O morador do Distrito Federal, Iran Mendonça Júnior, foi condenado pelo Tribunal do Júri a uma pena de 6 anos, 2 meses e 3 dias de reclusão em regime inicial fechado. A decisão judicial, proferida nesta terça-feira (30), também estabeleceu o pagamento de uma indenização no valor de R$ 4 mil para a vítima. Por ter respondido a todo o processo atrás das grades, o réu não recebeu o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O crime ocorreu no Condomínio Residencial Mansões Paraíso, localizado na região administrativa do Gama. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a motivação dos ataques foi uma ação trabalhista que a vítima havia movido contra a mãe do acusado. Inconformado com o processo legal, Iran passou a fazer ameaças diretas ao trabalhador e decidiu agir lançando artefatos incendiários contra a propriedade dele.

Durante o julgamento, os jurados acolheram as qualificadoras de uso de fogo e de perigo comum. O ataque decisivo para a condenação aconteceu durante a madrugada, momento em que o réu arremessou recipientes abastecidos com líquido inflamável — conhecidos como coquetéis molotov — em direção ao imóvel. A tragédia só não foi maior porque um dos moradores locais conseguiu agir rapidamente e conteve as chamas antes que elas ganhassem grandes proporções.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o condenado tentou queimar a mesma residência em outras três oportunidades entre os meses de junho e julho de 2025. As investidas criminosas ocorriam sempre nos períodos noturnos para dificultar a reação dos moradores. Na época do caso, o delegado Paulo Fortini alertou que o pequeno porte e a proximidade das casas da região aumentavam significativamente o risco de uma tragédia coletiva caso o fogo tivesse se alastrado.

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