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Sopro delicado

Crônica da vida que respira

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

A vida é um sopro delicado, tão breve quanto o vento que atravessa uma janela aberta.

Muitas vezes, esquecemos que ela não é infinita, e a tratamos como se fosse apenas rotina: acordar, trabalhar, dormir.

Mas a vida não se mede em tarefas cumpridas, e sim em instantes que nos fazem sentir o abraço inesperado, o sorriso que ilumina, o silêncio que conforta.

Preservar a vida é mais do que cuidar do corpo; é cuidar da alma.

É aprender a pausar, a respirar fundo, a ouvir o canto dos pássaros e o murmúrio da água.

É respeitar os limites, cultivar a saúde, mas também semear afetos.

Porque a vida não floresce apenas em músculos fortes, mas em corações que sabem amar.

Cada gesto de cuidado é uma vírgula que prolonga a frase da existência.

Dormir bem, alimentar-se com equilíbrio, caminhar sob o sol, abraçar quem se ama tudo isso são pequenas sementes que mantêm o jardim da vida fértil.

E preservar a vida é também preservar o planeta que nos sustenta: cuidar da água, das árvores, dos animais, porque somos parte de um mesmo texto escrito pela natureza.

No fim, a vida não pede grandes feitos, mas pequenos gestos contínuos.

Ela se mantém quando aprendemos a valorizar o simples, quando entendemos que cada dia é um presente de Deus e que viver é, sobretudo, agradecer.

Essa crônica mostra a vida como um texto que precisa de pausas e cuidados para se prolongar.

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