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Site de relacionamentos

Dama das Camélias passa noite com Dom Casmurro

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Autor/Imagem:
Eduardo Martínez - Foto Produção Irene Araújo

Dama das Camélias, 46 anos… A mulher, convencida por uma amiga, decidiu fazer um perfil em um site de relacionamentos. Isso depois de dois casamentos, três filhos e quatro cachorros. Os relacionamentos, apesar de terminarem com certas rusgas, deram certo por algum tempo. Vieram alguns namoricos após, sem contar dois ou três flertes com colegas de trabalho durante o último, especialmente pelo distanciamento do então marido.

Dom Casmurro, 45 anos… O homem, há pouco separado da esposa, se sentia solitário. Havia se casado aos 20 anos com a primeira namorada. Ela, cansada da monotonia, achou por bem dar um fora no marido. Ele parecia um peixe fora d’água, tamanho o tempo que estivera fora do jogo da paquera. Para tentar apaziguar a situação, o solitário fez um perfil, por coincidência, no mesmo site da tal Dama das Camélias.

Quase dois meses de conversas infrutíferas, até que aqueles dois, finalmente, encontraram perfis compatíveis. Trocas de mensagens por quase duas semanas, até que, encorajados, marcaram um encontro para o próximo sábado em um quiosque em uma famosa praia do Nordeste. E, apesar da ansiedade, a semana correu que nem cabrito fugindo de suçuarana.

— Bom dia, Galante da Orla!

— Bom dia, Luar do Sertão!

O homem tratou logo de perguntar se ela queria beber algo. Nada mais que uma água de coco, o mesmo que ele também desejou, talvez imaginando ganhar alguns pontos com a mulher. Seja como for, a conversa engatou de tal maneira, que os dois acharam por bem prolongar o encontro até um restaurante logo adiante. Ao saírem do quiosque, nem perceberam que por ali estavam uma mulher e um homem, que olhavam de um lado para outro, provavelmente em busca de alguém.

Almoçaram moqueca e beberam suco de laranja. Tomaram sorvete de umbu e, para arrematar, pediram aquele cafezinho. Sem vontade de se separarem, foram dar um passeio pela orla, onde ela, mais atrevida, perguntou se os dois poderiam esticar o encontro em algum local mais reservado. O homem pareceu gostar da ideia, tanto é que rumaram para um motel próximo.

Amaram-se durante o resto do dia. Resolveram jantar no motel, quando a mulher, curiosa, quis saber por que ele a havia chamado de Luar do Sertão.

— Porque é o seu perfil no site.

— Não. O meu é Dama das Camélias.

— Dama das Camélias?

— Peraí! Não vai me dizer que o seu não é Galante da Orla?

— Não! Sou o Dom Casmurro.

O casal, pego de surpresa pela inesperada revelação, achou graça de tamanho equívoco. Ela se sentou no colo do homem e o beijou nos lábios. Ele a apertou em seus braços e, em conluio, passaram a noite sob os lençóis.

Para os que andam por essa bela orla, ainda hoje, é possível encontrar aquele casal. Chega a ser engraçada a reação das pessoas quando descobrem como é que os dois começaram a namorar.

— Silmar, então foi por engano que você conheceu a Maria Lúcia?

— Não, meu amigo. Foi por todos os acertos!

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