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A artesã

Dani ganha tesouro com presença em novas feiras

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Autor/Imagem:
José Seabra - Foto Nemo Guzmán

No canto mais acolhedor da Praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, um universo mágico se revela na forma de uma pequena barraca de artesanato e aromas. É ali que uma moça de sorriso doce e olhos brilhantes que refletem uma alma vibrante, passa os fins de semana.

Ela atende por Dani, apelido carinhoso de quem sempre teve uma ligação especial com a natureza e a arte. Desde pequena ela é apaixonada por artesanato, aromas suaves, florais e todo um celeiro místico. Dani conta que, curiosa, aprendeu a arte de transformar materiais simples em objetos cheios de vida e significado. Do que viu na infância, agora recebe toques de modernidade e inovação.

– Hoje o dia promete, diz, apontando para a fila de carros estacionados nas proximidades da Brisa de Itapuama, aconchegante pousada que recebe os turistas que vêm em busca da água azul do mar e do Céu cintilante com os raios do Sol.

Sua barraca é um refúgio de cores e perfumes. Tecidos pintados à mão, bijuterias feitas com pedras e conchas do mar, incensos artesanais, produtos naturais e óleos com essências únicas enchem o espaço com uma energia especial. Cada item é meticulosamente criado ou então buscado longe por Dani, que coloca um pouco de sua vida em cada peça, tornando cada compra uma experiência pessoal para o cliente.

Os turistas que passam pela barraca de Dani são imediatamente capturados pelo ambiente acolhedor e pela simpatia da artesã. É impossível não se deixar envolver pelas histórias que ela conta sobre a origem dos materiais e as técnicas usadas. Dani é mais que uma vendedora; ela é uma guardiã de tradições.

A barraca de Dani é também um ponto de encontro para moradores locais, que lá buscam não apenas produtos, mas também conselhos e boas conversas. A moça tem um vasto conhecimento sobre ervas e perfumes, condição que lhe permitem recomendar um chá calmante ou um óleo para aliviar tensões. Sua sabedoria popular parece um tesouro que ganhou para compartilhar generosamente.

Além do artesanato, Dani promove pequenos workshops, ensinando crianças e adultos a arte da criação manual. Para ela, essas oficinas são uma maneira de devolver à sociedade um pouco do que ela recebe. É um momento de troca, de aprendizado e de fortalecimento dos laços comunitários.

Dani não enxerga sua barraca apenas como um meio de sustento, mas como uma extensão de sua alma, um lugar onde pode expressar sua criatividade e sua paixão pela cultura pernambucana. Cada detalhe é pensado com carinho, desde a disposição dos produtos até a escolha das músicas que embalam o ambiente, sempre uma seleção de ritmos brasileiros que complementam perfeitamente a experiência sensorial.

Neste mundo cada vez mais digital e impessoal, a barraca de Dani é um lembrete da beleza das pequenas coisas e do poder do contato com as pessoas. É um oásis de autenticidade e calor humano que convida todos a desacelerar e apreciar os encantos da vida simples.

Ao final do dia, quando o sol começa a se pôr e as ondas do mar trazem uma brisa suave, Dani fecha sua barraca com um sorriso no rosto, grata por mais um dia de partilhas e encontros. Ela sabe que sua pequena barraca é um ponto de luz na praia, um lugar onde os sonhos se encontram e onde a arte e a natureza se unem em perfeita harmonia.

A certeza de estar no caminho certo é tanta, que Dani acaba de conquistar o que considera verdadeiros tesouros: presença garantida na Feira Vale da Lua, em Nazaré, e feira da Aurora, na rua da Aurora, no Recife. Uma estreia, diz ela, que abrirá novas portas, enquanto a de Itapuama fica apenas encostada, sempre pronta para receber quem sonha e vive além da imaginação.

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