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Teresina

Delegada relembra caso de tio que estuprou sobrinha após ajuda familiar

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Autor/Imagem:
Janaína Costa - Foto Divulgação

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) registrou 169 boletins de ocorrência por estupro de vulnerável nos últimos 12 meses em Teresina. Entre os casos, destaca-se o de um homem de 38 anos que, após passar um ano preso preventivamente no Maranhão pelo estupro de uma menina de 11 anos, obteve liberdade com a ajuda da própria irmã. Ela contratou um advogado, acolheu o acusado em sua casa e o auxiliou a retirar a tornozeleira eletrônica.

Livre do monitoramento, o homem voltou a cometer o crime em julho de 2025, desta vez contra a própria sobrinha de 15 anos, na casa da mãe da vítima. A denúncia só foi realizada após a mãe ser informada sobre o abuso por uma conselheira tutelar e procurar a DPCA. Diante dos fatos, o agressor foi preso preventivamente pela segunda vez e acabou condenado pela Justiça piauiense.

O crime de estupro de vulnerável abrange atos sexuais com menores de 14 anos ou pessoas sem capacidade de consentimento ou resistência, prevendo pena de 10 a 18 anos de reclusão. Para a delegada Rosa Chaib, o episódio reforça a necessidade de confiar no trabalho policial. O agressor já havia sido investigado e detido em outro estado, evidenciando o perigo da reincidência quando há facilitação familiar.

A autoridade ressalta que não existe mais um perfil fixo para criminosos sexuais, pois os abusos ocorrem em contextos diversos e envolvem parentes, amigos, vizinhos, professores ou contatos da internet. Os criminosos costumam construir proximidade com as vítimas e se aproveitar de suas vulnerabilidades. Por isso, a vigilância e a escuta atenta por parte dos responsáveis são ferramentas indispensáveis de proteção.

Mudanças repentinas de comportamento em crianças e adolescentes servem como sinal de alerta para as famílias. Sintomas como isolamento, ansiedade, autolesão e dores de cabeça intensas sem diagnóstico médico podem indicar a ocorrência de violência sexual. A delegada enfatiza que esses indícios não devem ser ignorados, demandando atenção imediata para que o abuso seja descoberto e interrompido.

Para combater a impunidade, o registro do boletim de ocorrência é fundamental e pode ser feito em qualquer delegacia de Polícia Civil, preferencialmente na DPCA. Denúncias também podem ser encaminhadas pelo Disque 100, pelo WhatsApp do BO Fácil (0800 086 0190), ou diretamente ao Conselho Tutelar. Em situações de flagrante, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

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