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Momentos

Destinos

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Autor/Imagem:
Tania Miranda - Foto Francisco Filipino

Há momentos na vida que temos que dar uma pausa. Para respirar. Para rever as metas. Para rever os planejamentos, mesmo que não tenha nenhum. Porque a dinâmica da vida muitas vezes nos joga contra as cordas e, de uma maneira ou de outra, temos que nos manter de pé. Ser nocauteados não é uma opção. Mesmo que não tenhamos nenhuma…

Não raras vezes nos sentimos perdidas, pois não conseguimos nos fazer compreender. E isso tem um motivo, que escapa ao nosso julgamento primário. Nada, absolutamente nada, é preto no branco nessa vida. Por mais que desejemos o contrário, as nuances de cinza se espalham por todos os momentos que vivemos…

Mal-entendidos fazem parte de nossa rotina. E quando somos nós as atingidas por essa falha de comunicação, sentimos o chão sumir debaixo de nossos pés. Ficamos sem norte, sem saber exatamente onde caminhar com segurança… pois a sensação que temos é que tal é apenas um sonho, que tal não existe. O que existe ao nosso redor é apenas a violência, em seus mais diversos níveis…

Tentamos proteger nossos entes queridos dessa face da vida. Mas tal nem sempre é possível. E por um motivo muito simples… nem sempre estamos em seu mesmo plano vibratório. E se não fazemos parte, em determinado momento, do mesmo plano dimensional da pessoa com a qual estamos tentando nos comunicar, na melhor das hipóteses essa mensagem sairá truncada… na pior, será totalmente desvirtuada…

Pequenas ofensas, disfarçadas de pontos de vista, são comuns em nosso dia a dia. Mas pelo menos é um tipo de comunicação. Não é o ideal. Mas muitas vezes preferimos ser enxovalhadas por alguém querido do que simplesmente ser ignoradas, como se de um momento para o outro tivéssemos nos tornado invisíveis…

Sim, somo complexas. E intensas. Não conseguimos viver na obscuridade. Procuramos a luz com a mesma ânsia que procuramos o ar que nos permite respirar. Porque quando nos relegam ao ostracismo é como se nos tivessem sepultado em vida. Não é uma sensação agradável…

Sermos deixadas de lado, como se não significássemos nada na vida daquelas pessoas que nos importam, dói. É uma dor difícil de mensurar. Porque sabemos que a pessoa em questão nada nos deve. E que, por um motivo ou por outro, simplesmente deixamos de ter importância na vida desta. E nem sempre conseguimos entender o porquê…

Não que tenha algum porque nessa atitude tomada pela pessoa… simplesmente ela passou a atuar em um campo vibracional diferente daquele no qual estamos inseridas. E, de um momento para o outro, deixamos de ter importância para sua jornada. São atualizações que machucam ambos os lados. Mas que são necessárias para o crescimento de ambos os personagens…

E é nesse momento que temos necessidade de parar por alguns instantes. Falando grosseiramente, temos que recalibrar nossa posição no espaço-tempo. Temos que encontra nosso novo lugar no Universo, sabendo que a posição que até então existia simplesmente se findou. E o novo momento que passarmos a viver também tem um tempo definido. Que não sabemos qual é. Mas sabemos que os novos rostos que se apresentarão a nós também partirão um dia, pois nada nessa vida é para sempre…

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