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Ocultismo e a Natureza

Desvendando mitos e condenando o zoossadismo

Publicado

Autor/Imagem:
Marco Mammoli - Texto e Imagem

Para muitos, a imagem do ocultismo é envolta em mistério e, infelizmente, em equívocos. Um dos mais persistentes e danosos é a associação com o sacrifício animal, uma prática que, embora presente em algumas tradições ancestrais, é veementemente repudiada pelo ocultismo contemporâneo. É fundamental desmistificar essa ligação e, ao mesmo tempo, condenar de forma inequívoca o zoossadismo, uma crueldade inaceitável que não encontra respaldo em qualquer vertente séria de estudo esotérico. O ocultismo, em sua raiz, é a busca pelo conhecimento das leis ocultas da natureza e do universo. Não se trata de uma religião propriamente dita, mas de um campo de estudo e prática que visa decifrar os mistérios que transcendem a percepção comum. Seus praticantes se dedicam a compreender a interconexão de todas as coisas, as energias que regem a existência e os princípios que governam o cosmos. Nesse contexto, a natureza é vista como a grande mestra, o livro aberto onde se encontram as respostas para as dúvidas mais profundas da humanidade.

Historicamente, é inegável que diversas culturas antigas, em sua tentativa de compreender e influenciar o mundo ao seu redor, recorreram ao sacrifício animal. Seja para aplacar a ira de deuses, para agradecer colheitas ou para prever o futuro através de oráculos baseados em vísceras. Essas práticas eram reflexo de uma visão de mundo específica, muitas vezes ligada à subsistência e à dependência direta dos ciclos naturais. Contudo, é crucial entender que essas tradições, embora parte da história da humanidade, não representam a totalidade ou a evolução do pensamento ocultista. Há muito tempo, o ocultismo em suas diversas escolas e abordagens, transcendeu a necessidade do sacrifício físico. A compreensão de que tudo no universo é energia interligada e que a manifestação divina se encontra em cada ser vivo, incluindo os animais, levou a uma ética de respeito e não-violência.

A natureza, em sua plenitude e complexidade, é o verdadeiro templo onde o ocultista busca a conexão com o divino e o entendimento das leis universais. As manifestações da natureza como o ciclo das estações, o movimento dos astros, o comportamento dos animais em seu habitat natural, são os oráculos, os sinais e os símbolos que revelam verdades profundas. A crueldade deliberada e sistemática contra animais, é uma aberração que não possui qualquer ligação com os princípios do ocultismo. Pelo contrário, representa a antítese de tudo o que o estudo esotérico preconiza.

O ocultismo busca a harmonia, o equilíbrio e a elevação da consciência. A tortura e o assassinato de seres indefesos sob o pretexto de rituais ou fins mágicos são, na verdade, tentativas de mascarar a perversidade e a maldade presentes em certos indivíduos. Tais práticas representam um desvio de conduta criminoso, por vezes associado a transtornos psicológicos, embora nem todos os casos possam ser explicados por essa ótica. A Teoria do Elo mostra uma perspectiva fundamental para compreender a gravidade da crueldade animal, evidenciando que ela não é apenas um crime contra os animais, mas também um sinal de alerta para potenciais comportamentos violentos contra seres humanos.

Essa teoria reforça que a compaixão e o respeito por todas as formas de vida são mais do que virtudes, são pilares essenciais para uma sociedade segura e equilibrada. Baseados nessa teoria podemos afirmar que tais atos revelam uma escalada de violência e uma profunda ignorância acerca das verdadeiras leis do universo. Ela eleva a crueldade contra animais de um “mero” problema de maus-tratos para um indicador sério de risco social e criminal. Isso exige maior atenção por parte de toda sociedade, principalmente pais, educadores, profissionais de saúde e autoridades.

No contexto do ocultismo, tal compreensão fortalece a condenação absoluta do zoossadismo, reafirmando o compromisso com a ética, a harmonia e o respeito à vida em todas as suas manifestações. A verdadeira jornada esotérica é de autoconhecimento, harmonia e respeito por toda a criação. A crueldade contra os animais é uma barreira intransponível para essa jornada, uma manifestação de desequilíbrio que se opõe a todos os princípios de sabedoria e luz que o ocultismo busca desvendar. Reconhecer e combater o zoossadismo é, portanto, um passo essencial para a proteção animal, a segurança humana e a integridade de qualquer caminho espiritual verdadeiro.

Aqueles que se autointitulam ocultistas e praticam o zoossadismo estão, na verdade, deturpando e manchando a imagem de um campo de estudo sério e profundo. Suas ações não são rituais de poder, mas atos de barbárie que afastam o indivíduo de qualquer possibilidade de iluminação ou conexão espiritual genuína. É nossa responsabilidade, como sociedade e como indivíduos interessados no conhecimento, desmistificar a associação entre ocultismo e sacrifício animal. O verdadeiro ocultismo convida à contemplação, à introspecção e ao respeito por toda a forma de vida. Ele nos instiga a buscar a sabedoria não na dor e no sofrimento, mas na observação atenta da natureza, na meditação, no estudo de antigas filosofias e na prática de virtudes como a compaixão e a empatia. Ao compreender que o ocultismo se dedica a desvendar os mistérios e as leis da natureza, percebe-se que a violência contra os animais é um contrassenso.

A natureza é sagrada, e nela reside a chave para a compreensão dos mistérios mais profundos da existência. A tortura e o assassinato de seres indefesos é uma afronta a essa sacralidade e uma distorção perversa de qualquer busca por conhecimento e espiritualidade. Combate-las não é apenas uma questão de bem-estar animal; é também uma medida profilática para a segurança da comunidade. A proteção dos animais se entrelaça com a proteção dos seres humanos. É nossa responsabilidade, como sociedade e como indivíduos fazer que a verdade prevaleça, e que a luz do entendimento dissipe as sombras da ignorância e da crueldade. Assim é!”

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Marco Mammoli, Mestre Conselheiro e membro do conselho do Colégio de Magos e Sacerdotisas. Você pode entrar em contato com o Colégio dos Magos e Sacerdotisas através da Bio, Direct e o Whatsapp: 81 997302139.

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