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Brasil

Dia D com S.O.S. da insuficiência renal

Daniel Mello

A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) desenvolveu nesta quinta (29) ações para pedir investimentos par atender pacientes com insuficiência renal. Segundo a entidade, atualmente 122 mil pacientes depende de diálise no país. Em São Paulo, são 19,5 mil pessoas atendidas por 172 clínicas em 79 municípios.

O Dia D da Diálise reúne, de acordo com o diretor da associação, Leonardo Barberes, todas as partes interessadas no tratamento da doença. “Os pacientes estão envolvidos. As clínicas, médicos, enfermeiros, todos estão envolvidos”, ressaltou.

Diabetes e hipertensão
As ações ocorrem em diversas cidades, segundo ele, como Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Goiânia. Em São Paulo, estão sendo feitos testes de glicemia e pressão arterial na Estação da Luz e no Museu de Arte de São Paulo (Masp), dois pontos com grande circulação de pessoas.

Leonardo Barberes destaca que o descontrole dos níveis de açúcar no sangue e a pressão alta são as duas maiores causas de comprometimento dos rins. “A diabetes e a hipertensão arterial são as duas maiores causas de insuficiência renal. Por isso que estamos verificando pressão e fazendo glicemia”, ressaltou o médico. Sem o diagnóstico adequado, esses problemas podem progressivamente causar lesões irreversíveis nos rins.

Repasses
O diretor da associação reclamou ainda dos atrasos no fornecimento de medicamentos e nos repasses para as clínicas que oferecem diálise. “O Ministério da Saúde paga em dia, apesar de ser baixo o valor. O grande problema é que muitos municípios atrasam, retendo quatro, cinco ou seis meses, um dinheiro que não é deles”, afirmou Barberes.

Outro problema enfrentado pelos pacientes, de acordo com o médico, é a irregularidade no fornecimento dos medicamentos para transplantados. Barberes diz que, em alguns estados, os remédios podem faltar por dois meses antes de voltarem a ser oferecidos, prejudicando os tratamentos. “O médico troca a prescrição dele para tentar adaptar. Essa é uma outra violência que a nefrologia sofre.”

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