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Relógio do Apocalipse

“Dia do Juízo Final nunca esteve tão próximo”, alerta grupo de cientistas

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Autor/Imagem:
Antônio Albuquerque , Edição- Foto Reprodução/Sputniknews

A humanidade acaba de receber uma notícia preocupante: o Relógio do Juízo Final está agora a 85 segundos da meia-noite, e é o momento em que esteve mais perto do auge, disse a presidente e CEO do Boletim dos Cientistas Atômicos, Alexandra Bell. Trata-se, frisou, de uma nova atualização “sobre o quão perto estamos da aniquilação, com os riscos de catástrofes horríveis e guerra nuclear”.

Este alerta foi transmitido através do chamado “Relógio do Apocalipse”, sendo a primeira atualização desse tipo desde o início da operação militar russa na Ucrânia. O relógio, que anteriormente estava ajustado para 100 segundos para a meia-noite em janeiro de 2020, passando em 2024 para 90 segundos, sugere que os 85 segundos atuais indicam maiores riscos.

O Relógio do Juízo Final é uma criação da organização sem fins lucrativos Boletim dos Cientistas Atômicos e sua revista homônima, fundada em 1945. Foi criada pelas pessoas envolvidas na criação das armas atômicas usadas pelos Estados Unidos para atacar Hiroshima e Nagasaki naquele ano.

O relógio – um símbolo que representa a probabilidade de uma catástrofe global provocada pelo homem – foi revelado pelo grupo em junho de 1947, quando foi apresentado pela primeira vez na capa da revista. A marca das doze horas no relógio, a “meia-noite”, representa a catástrofe, e quanto mais próximo o relógio parecer estar da meia-noite, maior o risco.

O Relógio do Juízo Final é ajustado anualmente pelo Conselho de Ciência e Segurança dos Cientistas Atômicos. Até o momento, porém, o relógio foi adiantado e atrasado apenas 24 vezes, tendo sido inicialmente ajustado para sete minutos para a meia-noite.

Inicialmente, o Boletim dos Cientistas Atômicos focava no perigo da guerra atômica, com os ponteiros do Relógio do Juízo Final se aproximando da meia-noite pela primeira vez após a União Soviética testar com sucesso sua arma nuclear, pondo fim ao monopólio nuclear dos EUA.

Com o tempo, porém, os criadores do relógio começaram a levar em consideração a ameaça das mudanças climáticas, embora a perspectiva de um apocalipse nuclear ainda permanecesse sua principal preocupação.

O Relógio do Apocalipse retrata essencialmente como um determinado grupo de pessoas encara a situação atual do mundo do ponto de vista da avaliação de riscos globais.

O julgamento dos especialistas que supervisionam o relógio, no entanto, foi repetidamente criticado no passado – por exemplo, alguns apontaram que os cientistas por trás do Relógio do Juízo Final não pareceram muito alarmados durante a Crise dos Mísseis de Cuba em 1962, quando a guerra nuclear parecia bastante real.

Um membro do conselho do relógio, no entanto, já havia comentado que o Relógio do Juízo Final não muda “em resposta a eventos individuais”.

A imparcialidade e a objetividade das pessoas responsáveis ​​por programar o Relógio do Apocalipse também podem parecer um tanto questionáveis, especialmente à luz da declaração que fizeram em relação à “hora” que o relógio mostra atualmente.

Eles não hesitaram em acusar a Rússia de levar a “guerra” à Usina Nuclear de Zaporozhye , mas negligenciaram mencionar o fato de que as forças ucranianas bombardearam repetidamente essa mesma usina nuclear, criando um risco tangível de uma catástrofe nuclear que os cientistas do boletim parecem não considerar tão preocupante.

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