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Dados empastelados

Dia do Juízo Final trará nas urnas de outubro realidade das pesquisas

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Autor/Imagem:
Wenceslau Araújo - Foto de Arquivo/Valter Campanato

Sem me atentar ao mérito, mas a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, suspendendo pesquisa da AtlasIntel negativa ao candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro, é, no mínimo, corporativa e de agradecimento. Guardados os nove fora e a raiz quadrada de 13 e de 22, a suspensão ocorreu por conta da perda de preciosos pontos do representante da extrema-direita na disputa pelo Palácio do Planalto.

A queda de seis pontos nas intenções de votos é objetivamente decorrente da conversa telefônica entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ou seja, nada inventado. Como os argumentos nunca se contrapõem aos fatos, tudo indica que os seis pontos podem virar oito e até dez. Aguardemos até o dia 3 de outubro, data do juízo final.

Para quem já viveu e vive o intenso dia a dia pré-eleitoral do TSE, a primeira canetada de Nunes Marques foi precisa e nada diferente do que esperava o distinto público. Pelo sim, pelo não e para o bem da campanha de 01, a pesquisa foi retirada do ar. Resta o posicionamento final dos seis ministros restantes da Corte Eleitoral, cujos indicativos são amplamente favoráveis ao AtlasIntel e podem ser anunciados na sessão desta terça (9) à noite.

Pífia e, portanto, derrubável, a justificativa do partido para requerer o empastelamento da pesquisa foi a indução aos entrevistados, os quais respondiam após ouvir o áudio em que o candidato pedia a Vorcaro R$ 134 milhões para supostamente bancar o filme Dark Horse, criado para divulgar não se sabe para quem a vida mais ou menos de Jair Bolsonaro.

Também não vale saber se parte dos R$ 61 milhões efetivamente recebidos por Flávio Bolsonaro foi utilizada para auxiliar o trabalho de conspiração de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra a e economia brasileira. Mais uma vez, nada do que foi mostrado é invenção. Triste afirmar, mas é a realidade nua e crua.

Não sei se a Inês sobrevive a essa nova e negativa investida dos extremistas contra o que está posto. Se sobreviver, as sequelas já são inevitáveis. Como diz o papagaio falante de meu avô, Aristarco Pederneira, o que está difícil ficou pior. Deus que se encarregue do que sobrar da campanha da extrema-direita.

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Wenceslau Araújo é Editor-Chefe de Notibras

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