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Mundo

Diplomacia aplaca crise entre Washington e Teerã

Bartô Granja, Edição

O Irã e os Estados Unidos fizeram neste sábado (7) uma troca de prisioneiros, em um avanço diplomático raro entre os dois países. A troca ocorreu em Zurique, na Suíça, e envolveu um investigador sino-americano detido por Teerã e um cientista iraniano detido pelos EUA.

O movimento diplomático ocorre no momento em que o Irã enfrenta fortes sanções impostas pelos norte-americanos e após os recentes protestos no país, que teriam feito centenas de mortos nas últimas semanas.

Representantes iranianos entregaram o investigador Xiyue Wang, detido em Teerã desde 2016. Em troca, os norte-americanos entregaram o cientista Massoud Soleimani, que enfrentava a Justiça federal dos Estados Unidos.

Soleimani, que trabalha na investigação de células estaminais, hematologia e medicina regenerativa, foi detido pelas autoridades norte-americanas e acusado de violar as sanções comerciais aplicadas ao Irã, depois de ter tentado importar “material biológico” para o seu país.

Já Wang tinha sido condenado a dez anos de prisão no Irã por supostamente ter se infiltrado no país e enviado material confidencial para o estrangeiro. Essas acusações são negadas pela Universidade de Princeton e pela família de Xiyue Wang.

Em sua página no Twitter, Donald Trump disse que o cientista norte-americano tinha sido detido durante a administração Obama. Acrescentou que essa troca de prisioneiros comprova que os dois países conseguem chegar a um acordo.

“Obrigada ao Irã por uma negociação muito justa. Vejam, conseguimos chegar a um acordo!”, afirmou o presidente.

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